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tencommandmentsOlá meus amigos leitores… já faz um tempo que não volto a escrever aqui. Estive ocupado… agora espero voltar com fôlego e idéias para alimentar suas reflexões…

Esses dias assisti ao filme Os 10 Mandamentos, de Cecil B. DeMille. Nossa, que filmão. Mesmo sendo antigo, mesmo sendo bastante “ensaiado”, dando aquele toque teatral à atuação, é um clássico. E realmente me fez refletir… valeria a pena ser um magista ? Valeria a pena fazer rituais de magia, falar com espiritos, se dar ao trabalho de tudo isso ? Para quê, eu pergunto. Se nós somos Deus, e Deus está em tudo, e Deus é o que nos move através  da vida, do tempo e do espaço… de todas as experiências, é essa força que nos move. Não, de forma alguma estou falando no Deus da igreja, no Deus dogma… no Deus Bíblia. Estou falando do Deus agnóstico. Essa entidade que só sabemos um pouco, que sentimos dentro de nós e ao nosso redor, e que conecta tudo. É Dele que estou falando.

Para que, realmente, “adorar deuses de pedra” ? Eu entendo o que essas doutrinas pregam. Creio que já li o suficiente para compreender. Os magistas, wiccans, shamans, umbandistas e afins… realmente contatam seres do mundo astral para conseguir informação, auxílio, esclarecimento, e não há mal algum nisso… mas acho que todos deveriam se lembrar e se concentrar mais no Principal. É aí que entra o tal Deus agnóstico que mencionei. Você é Deus. Respeite a vontade sua, ou seja, Dele, que são a mesma coisa. Exatamente por isso que, num dos mandamentos, diz para não se curvar perante ídolos, pois não há ninguém acima de si mesmo, ou do próprio Deus, que é Tudo, inclusive você. Curvar-se seria o mesmo que se escravizar para outra força, e isso é ridículo, pois onde já se viu Deus escravo ? Isso é sem fundamento, é um contra-senso contra você mesmo.

Ok, então para deixar claro: acho muito interessante, muito instrutivo e realmente muito poderoso o contato com os Antigos Espíritos da Terra. Espero um dia presenciar um fato desses, e humildemente, prestar meus respeitos. Mas, continuarei de cabeça erguida, ouvindo o Deus que há dentro do meu peito, que é a fonte de energia que jorra no meu próprio Espírito, e que me deu a dádiva de estar aqui, encarnado, nesse momento.

Outra coisa que estava pensando após ver esse filme e que me veio à cabeça… Tantas pessoas seguem os 10 mandamentos à risca, simplesmente porque está escrito na Bíblia, ou porque ouviu na igreja sobre eles, ou porque assim dita o comportamento “politicamente correto”. Para essas pessoas, eu só tenho a dizer uma coisa: “AFFFFF”.

“AFFFF” pra vocês, que não usam seu discernimento. Qual o valor de tal lealdade para com um código ? Nenhum.

Para que o código tenha realmente peso, e valha alguma coisa, você deve concordar com cada sílaba dele. Deve perguntar para seu íntimo “isso está certo?” e verificar a resposta que vem. Somente assim você o seguirá e respeitará, pois somente com significado PROFUNDO as palavras realmente valem alguma coisa…

Isso vale desde os 10 mandamentos até o Código de Defesa do Consumidor. Claro que há um abismo imenso entre uma coisa e outra, mas dá para você entender o que quero dizer… um pedaço de papel em que diz o que você deve fazer, e você acaba concordando com isso, se chama Contrato. Aliás, nem precisa ser pedaço de papel. Pode ser verbalmente mesmo.

Mas, voltando ao ponto… o que quero dizer é que os 10 mandamentos não valem LHUFAS se você simplesmente os segue cegamente. Agora, se você o segue porque tem absoluta certeza de que aquilo é certo, e é o melhor para você, ahhh, então você está em paz, pois consegue ter uma lista básica de regras a seguir que te satisfaz de maneira ampla.

Percebe a diferença ? Você não seguirá os 10 mandamentos porque te forçaram… mas porque você os aceitou de bom grado. Aquelas regras estão em concordância com seu Eu Interior… ou Eu Maior, ou Atmã… ou simplesmente Deus.

É como se fosse um casamento. Você se casará/casou com sua esposa porque vocês se encaixaram… houve uma fusão, uma assimilação desde os aspectos mais básicas da existência até os mais elevados… até o Amor… e vocês se uniram. Acontece o mesmo com o código Divino e seu espírito. Somente com o “casamento” os milagres acontecem.

Abraços, meus amigos…

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7 – Abvum d’bashmaia
6 – Netcádash shimóch
5 – Tetê malcutách Una, Nehuê tcevianách aicana
4 – d’bashimáia af b’arha
3 – Hôvlan lácma d’suncanán Iaomána
2 – Uashbocan háubein uahtehin Aicána dáf quinan shbuocán L’haiabéin
1 – Uêla tahlan l’nesiúna. Êla patssan min bíxa
* – Metúl dilahie malcutá, Uaháila, Uateshbúcta láhlám.
ALMÍN.

Tradução do PAI NOSSO, a partir do Aramaico

” Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos !

Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.

Ajude-nos a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana de Você.

Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.

Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.

Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.

Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.

AMÉM.

obs.: postado originalmente no blog Teoria da Conspiração por Marcelo Del Debbio. Obrigado por compartilhar essa informação, Marcelo !

Levanta-te e Anda, ó Filho do Sol e da Lua ! Descendente dos deuses, das galáxias, da Mãe-Terra. Levanta-te e Anda, de cabeça erguida, sempre em frente. Nada temas ! Seu futuro é claro como as águas limpas dos recifes de coral do Pacífico. Seu poder é infinito, como os grandes vulcões que cospem lava. Você possui o mesmo poder ! Terra, Água, Fogo e Ar,  e unidos graças ao Amor Universal, transformaram-se, trazendo-te à vida ! Portanto, tu tens, dentro de ti, armazenados em quantidade incontável, o princípio energético vital de cada um desses elementos. Use-os, utilize-os com sabedoria, pois esta é uma dádiva e teu maior tesouro. Este é um presente para que aprendas sobre todas as Coisas do Cosmo.

Lembra-te:

  • Usa a força que a Terra te deu para construir belas obras, para trabalhar com a terra, para crescer a vida verde que floresce neste planeta. Usa a Terra dentro de ti para semear a vida, a beleza, a fartura, a abundância.
  • Sente o poder da Água circulando no seu corpo. Usa esse poder sutil para desfrutar das belezas da vida, dos belos seres que habitam este mundo, dos sons, das fragrâncias, das texturas que existem por toda parte. Deixa que a sensibilidade dos sentidos desperte em ti, para que percebas todas as coisas de forma completa.
  • Utiliza o Fogo transformador para mudar aquilo que desejares. Aprende a utilizar o Fogo, pois é com ele que poderás melhorar ou piorar tudo o que vive. É com ele que sentirás cada vez mais a chama da Vida dentro de ti. Sentirás que tem um ímpeto de descobrir, de agir, de modificar, e sempre que sentires essas coisas, saiba que é o elemento Fogo, vivo dentro de ti, agindo.
  • O Ar é o elemento da inteligência, harmonia e justiça. Com este elemento saberás julgar cada vez mais o que é certo ou errado, o que traz boas consequências ou não para o Universo. Utilizando-o, saberás ser justo, e saberás criar e manter a harmonia no Universo. O princípio inteligente, racional, que está desperto em ti provém do elemento Ar.
  • O último elemento, responsável por unir todos os outros, harmonizá-los, dar propósito, dar um nascimento e uma ligação entre si, é o Amor. O Amor é aquela sensação que tu sentes ao olhar para o objeto de sua afeição: seja criatura ou ser inanimado, o Amor é o elemento da União, que traz o sentimento de ligação e conexão com todo o Cosmo.

Lembra-te de usar todo o teu potencial, e aprende a utilizar tais características. Não as escondas, não as retenhas dentro de ti, pois de tal forma estarás criando um monstro que não conseguirás deter. Ao contrário, deixa-as despertar e dirija-as com tua vontade, com tua disciplina. Domando-as, tu te tornarás mestre do teu Destino e governarás tua Vida completamente, e te realizarás como o ser brilhante, fantástico, complexo e único que és: um Criador.

Olá consciência coletiva global (vulgo Internet),

Acostume-se com o Não-Acostumamento !

– patenteado para TiagoMaisUm. Proibida a cópia ou utilização sem autorização prévia. Copyright© 2008. Todos os direitos reservados.

Haha, Ok, brincadeiras à parte…

Falando sério, estou aprendendo a usar isso. A não me acostumar com coisa alguma. Pois, uma hora ou outra, tudo mudará. “Tudo está em constante transformação”. Aí está uma frase clichê que, assim como tantas outras, é a pura verdade. E assim como todas as frases clichês, as pessoas a ouvem e não se dão ao trabalho de refletirem um pouco mais sobre a mesma.

Absolutamente tudo está em movimento, tudo se direciona para algum lugar, quer queiramos ou não. Desde a mais ínfima partícula no átomo até os aglomerados estelares, tudo se movimenta. Até os pensamentos. Até os sentimentos…

Apesar disso, temos uma tendência a cristalizar as coisas. Temos essa mania engraçada de dizer que tal coisa é assim, outra coisa é assado… mas considerando a “inestaticabilidade” das coisas, o que é agora já não é mais, pois deixou de ser aquilo assim que você pronunciou (ou pensou) a frase.

Muito complicado ? Ok. Tomemos um exemplo. Digamos que você está olhando para um prego na parede. Você olha para ele e diz “Isso é um prego”. No instante seguinte, ele ainda é um prego, é claro. O que voce esperava ? Que ele se transformasse em um Pintassilgo ? (Sempre quis falar isso, haha) É claro que não. Mas você não tinha como AFIRMAR COM CERTEZA.

Essa é a beleza do momento, do paradoxo do passado, presente e futuro. O prego estava ali, era um prego, mas NADA assegurava que ele ainda seria prego no momento seguinte – algo poderia ocorrer fazendo com que ele mudasse de forma, mudasse de estado físico ou perdesse sua integridade atomica… entre tantas outras milhares de possibilidades.

OK, talvez eu não tenha sido muito feliz no meu exemplo, mas creio que deu para entender o ponto principal. O que eu quero dizer com isso é que o melhor a ser feito é “acostumar-se com o não-acostumamento” de todas as coisas. É difícil, pois a inércia de pensamento e situações faz com que nos sintamos confortáveis em achar que tudo está bem e permanecerá bem. A estabilidade nos traz tranquilidade. E quando menos esperamos, tudo muda. TUDO PODE MUDAR NUM PISCAR DE OLHOS. De fato, tudo realmente está mudando a cada piscar de olhos, mas você não nota isso.

Voltemos ao prego. Quando você diz “Isso é um prego”, entre o começo e o fim da frase, os átomos do prego vibraram milhões de vezes, seus elétrons trocaram cargas com o ambiente ao seu redor, absorvendo e eliminando energia… entre tantas outras milhares de interações que ocorreram nesses poucos segundos. Nesse ínterim, pode-se dizer que o prego já nao é o mesmo, pois os átomos se modificaram, os átomos entre si já eram diferentes no final da pronúncia da frase.

Pois bem, isso foi só com o prego. Agora, aplique isso para todo o universo. Para todos os átomos de todas as moléculas, tudo mudando e trocando e transformando… imagine… (pausa para imaginar)… Fantástico, não ?

E lembre-se que isso foi apenas com o mero aspecto físico detectável por nossos sentidos e/ou invenções da ciência. Lembre-se que o ser humano só é capaz de detectar uma determinada faixa de frequência em cada um de seus cinco sentidos. Você enxerga todas as cores da luz visível, mas não vê abaixo do infravermelho ou acima do ultravioleta. Esse mesmo exemplo é aplicado para olfato, audição, paladar e tato. Certos animais conseguem detectar faixas de frequência maiores que nós, humanos, e isso já foi comprovado. Portanto, disso extrai-se que o ser humano é sim, fisicamente falando, bastante limitado. Claro que há meios de transcender essas barreiras físicas, mas isso fica para outro dia senão vou me perder muito na linha de pensamento aqui.

Então, tudo está mudando, tanto quanto nas faixas de frequência que conseguimos perceber assim como nas que não conseguimos. A principal consequência em não estar preparado para as bruscas mudanças que encontramos a cada momento é… sofrimento. Sofremos por não aceitarmos o que acontece conosco e às pessoas à nossa volta. Sofremos por acontecer coisas desagradáveis com a gente. Sofremos ao ver que o que estava bom não está mais.

Acho que a melhor maneira de remediar isso é aceitar o presente, e viver o presente, e deixar que o futuro venha como tiver de ser. Aceitar o presente e abraçá-lo, e procurar encarar o presente da melhor forma, pois talvez você esteja vivendo o auge do seu momento BEM AGORA, mas não está percebendo. Talvez na próxima esquina você passe por problemas e aí talvez demore um pouco mais para vir uma onda de “bons acontecimentos” de novo… sim, pois tudo é cíclico… esse é outro assunto que quero abordar mais profundamente depois, o aspecto cíclico do universo…

Outro fator que tenho notado ser bastante eficiente é você se centralizar. Focar em si. Olhar para dentro e ver se você está feliz, satisfeito, se está tudo OK. Olhar para dentro e consertar o que precisa de reparos, melhorar o humor aqui e ali, talvez fazer um exercício aqui e ali, alimentar-se melhor, comendo um pouco disso ou daquilo. Encontrar o equilíbrio Interno, ou seja, físico, mental, sentimental e espiritual. Isso com certeza te tornará muito, mas MUITO mais resistente a mudanças, porque você se tornará como uma rocha resistente, como uma ilha de pedra sólida em meio ao oceano das instabilidades da vida. Tenho procurado isso, e tem me auxiliado bastante…

As minhas metas nos últimos tempos têm sido, entre elas, de sorrir no presente, agradecer ao Universo pelo Agora, e sorrir face aos desafios e aos problemas que aparecerem. Sorrir diante da Vida, diante dos fatos diários, que se sucedem, vêm e vão e se mostram tão passageiros diante do Infinito que tenho adiante, diante da Felicidade e das Conquistas que estão vindo ao meu encontro, pouco a pouco. Tudo isso está vindo ao encontro de todos nós, não tenho a menor dúvida. Pois somos filhos do Cosmos e, portanto, herdeiros de sua Magnitude.

Sorria sim, pois tudo passa, inclusive uva passa. Não podia deixar de fazer uma piadinha infame =P

Aqui vai um poeminha muito singelo, que ouvi muito durante minha infância e que sempre me ajuda em diversos momentos… me faz lembrar de uma das maiores lições de vida que já tive (obrigado, mãe !) :

Lembrança, quanta lembrança
Dos tempos que já lá vão!
Minha vida de criança,
Minha bolha de sabão!
Como vais, como te apartas,
E que sozinho que estou!
Ó meu castelo de cartas,
Quem foi que te derrubou?
Tudo muda, tudo passa
Neste mundo de ilusão;
Vai para o céu a fumaça,
Fica na terra o carvão.
Mas sempre, sem que te iludas,
Cantando no mesmo tom,
Só tu, coração, não mudas,
Porque és puro e porque és bom!

Coração – Guilherme de Almeida

Sorria do perigo, do medo , da tristeza e da dor. Sorria com ironia, com sarcasmo. Olhe para esses fatos passageiros e pense “Já derrotei você. Você é um adversário vencido, pois no final, eu sempre serei triunfante!” O segredo da felicidade está AQUI e AGORA. Você tem o poder, eu também tenho. Sempre tivemos, mas nunca soubemos como usá-lo.

Somos todos Padawans compartilhando experiências…

Que a força esteja com todos nós !

Até breve !

Continuando com a transcrição do capítulo “Crenças Tibetanas” do Livro “A Terceira Visão” de Lobsang Rampa, o autor descreve os serviços religiosos dedicados ao mortos, a crença na reencarnação, nas viagens astrais e outras coisas mais…

Caso você não tenha lido a primeira parte, é recomendável que faça um pequeno retorno para pegar o “fio da meada” antes de continuar sua leitura:

O Tibete de Lobsang – parte I

Continuando com a parte II…

Rezam-se serviços para guiar espíritos a intervalos frequentes. A morte, para os tibetanos, não encerra terror algum, pois acreditam que se tomarem certas precauções a passagem de uma vida para a outra pode ser grandemente facilitada. Mas para isso é necessário seguir caminhos perfeitamente definidos, pensar segundo certos princípios. Esses serviços religiosos são conduzidos num tempo com a presença de cerca de trezentos monges. No centro do templo fica um grupo de cinco lamas telepáticos sentados num círculo, virados para dentro. Enquanto os monges, dirigidos pelo abade, entoam seus cânticos, os lamas tentam manter contato telepático com almas errantes. É impossível fazer uma tradução das orações tibetanas que lhes faça inteira justiça, mas aí fica uma tentativa:

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós que andais perdidos nas regiões marginais. Os vivos e os mortos vivem em mundos separados. Onde poderemos ver as vossas caras e ouvir as vossas vozes? Acendemos agora o primeiro pau de incenso para atrair uma alma errante e guiá-la ao seu caminho.”

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós que andais perdidos. As montanhas erguem-se para o céu, mas nenhum som se ouve. As águas são encrespadas pelas brisas suaves e as flores continuam a florir. As aves não voam quando vos aproximais porque não vos podem ver nem pressentir. Acendemos um segundo pau de incenso para atrair uma alma errante e guiá-la ao seu caminho.”

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós que andais perdidos. Este é um mundo ilusório. A vida não passa de um sonho. Todos os que nascem morrem. Só o caminho de Buda conduz à vida eterna. Acendemos agora o terceiro pau de incenso para atrair uma alma errante e guiá-la no seu caminho.”

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós, guerreiros e invasores que feriram e mataram. Onde estão agora as vossas hostes? A terra geme e as ervas daninhas crescem nos campos de batalha. Acendemos agora o quinto pau de incenso para atrair as almas solitárias de generais e senhores para que sejam guiadas.”

“Escutai as vozes das nossas almas, artistas e escritores, todos os que trabalham a pintar e a escrever. Foi em vão que esforçastes as vossas vistas e gastastes as placas de escrever. Nada é lembrado do vosso esforço e as vossas almas continuam. Acendemos agora o sexto pau de incenso para atrair e guiar as almas de artistas e escritores.”

“Escutai as vozes das nossas almas, virgens belas e damas suntuosas, cuja juventude podia ser comparada à frescura das manhãs de primavera. Depois das carícias dos amantes vem o quebrar dos corações. O outono, depois o inverno, chegam, as árvores e as flores murcham, assim como a beleza, e tornam-se meros esqueletos. Acendemos agora o sétimo pau de incenso para atrair as almas das virgens e das damas e guiá-las, libertando-as das ligações deste mundo.”

“Escutai as vozes das nossas almas, mendigos e ladrões, todos os que cometeram crimes contra os seus semelhantes e não podem agora descansar. As vossas almas vagueiam sem amigos pelo mundo e não encontrais justiça dentro do próprio peito. Acendemos agora o oitavo pau de incenso para atrair todas as almas pecadoras que agora vagueiam sozinhas.”

“Escutai as vozes das nossas almas, prostitutas, mulheres da noite e todos aqueles sobre quem se cometeram pecados e que vagueiam agora sozinhos nos reinos espectrais. Acendemos agora o nono pau de incenso para os atrair e guiar, libertando-os das prisões deste mundo.”

Na penumbra do templo, impregnado de incenso, as luzes bruxuleantes das lamparinas de manteiga faziam as sombras dançar, como vivas, por trás das imagens douradas. A atmosfera tornava-se tensa com a concentração dos monges telepáticos que se esforçavam por manter contato com os que tinham deixado este mundo, mas que no entanto a ele ainda se encontravam ligados.

Monges de mantos vermelhos, sentados em linhas, frente a frente, entoavam a litania dos mortos; tambores ocultos batiam os ritmos do coração humano; de outras partes do templo, como de um corpo vivo, ouvia-se o murmurar de vísceras humanas, o correr dos fluidos do corpo humano, o suspirar do ar nos pulmões. Conforme a cerimônia avançava e se davam direções às almas dos mortos, o ritmo desses sons corporais transformavam-se, tornava-se mais lento, até que por fim se ouvia o som do espírito a abandonar o corpo. Um estertor ofegante e tremente – e silêncio. O silêncio que vem com a morte. Naquele silêncio, mesmo o menos psíquico dos indivíduos podia sentir que havia outros seres à volta esperando, escutando. Gradualmente, à medida que as instruções telepáticas continuavam, a tensão diminuía quando os espíritos errantes seguiam para o estágio seguinte na jornada.

Nós acreditamos firmemente que o espírito renasce vezes consecutivas. Mas a sua volta pode não se processar neste planeta. Há milhões de mundos, e nós sabemos que a maioria deles é habitada. Esses habitantes podem ser de formas muito diferentes das  que nós conhecemos, podem até ser superiores a seres humanos. Nós, no Tibete, nunca aceitamos a doutrina de que o homem constitui a mais elevada e a mais nobre de todas as formas de vida. Acreditamos que em outros mundos se encontram formas vivas muito mais aperfeiçoadas, e que essas não se divertem a lançar bombas atômicas. No Tibete ouvi relatos de objetos estranhos que tinham sido vistos no céu, “os carros dos deuses”, como a maioria das pessoas lhe chamaram. O Lama Mingyar Dondup contou-me que um grupo de lamas tinha estabelecido comunicação telepática com esses “deuses”, que disseram que estavam a observar a Terra, ao que parece exatamente com o mesmo espírito com que os humanos visitam um jardim zoológico para observar animais selvagens e perigosos.

Muito se tem escrito acerca da levitação. A levitação é possível, vi-a praticada muitas vezes, mas requer imensa prática. Não há vantagem alguma em praticar levitação, uma vez que existe um sistema muito mais simples. As viagens astrais são mais práticas e certas. A maioria dos lamas entrega-se à sua prática, e qualquer pessoa com a paciência preparada pode entregar-se a essa arte útil e agradável.

Durante as horas em que estamos acordados a nossa alma encontra-se encerrada no corpo físico, e a menos que se tenha grande treino é impossível separar as duas entidades. Quando dormimos, só o corpo físico necessita de repouso, o espírito liberta-se e geralmente vai para o reino do espírito exatamente como uma criança volta ao seu lar ao fim de um dia na escola. A alma e o corpo mantêm-se em contato por meio do “cordão de prata”, cuja capacidade de extensão é infinita. O corpo mantém-se vivo desde que o cordão de prata se mantenha intacto; por ocasião da morte, o cordão quebra-se quando o espírito renasce para a outra vida, exatamente como a um bebê o cordão umbilical é cortado para o separar do corpo materno; o nascimento, para um bebê, representa o fim da vida abrigada que viveu no útero materno. A morte, para o espírito, é um novo nascimento no mundo mais livre do espírito. Enquanto o cordão de prata está intacto, a alma tem liberdade para vaguear durante o sono, ou, no caso de indivíduos especialmenete treinados, mesmo durante os períodos de consciência. Esse vaguear do espírito dá origem a sonhos, que não são mais que impressões transmitidas ao longo do cordão de prata. Quanto ao cérebro físico, recebe estas impressões, racionaliza-as para as fazer compreensíveis à luz da sua experiência terrena. No mundo do espírito não existe tempo – “tempo” é um conceito puramente físico – e por isso temos os casos freqüentes de sonhos longos e complexos que parecem ocorrer durante uma fração de segundo. Provavelmente todos conhecem a experiência de sonhar com uma pessoa distante, um amigo que vive para além dos mares, que se encontra e com quem se fala. Recebe-se nesse sonho uma mensagem, e ao acordar tem-se geralmente a sensação de qualquer coisa de que é preciso recordar. Com frequência fica-nos na memória esse encontro com um amigo ou parente distante e não nos surpreendemos ao receber notícias dessa pessoa dentro de pouco tempo. Naqueles que não são treinados, essa memória é por vezes deformada e o resultado é um sonho ilógico ou um pesadelo.

– Trecho extraído do livro “A Terceira Visão” de Lobsang Rampa, editora Círculo do Livro, páginas 132 a 136.

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