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Sempre entrei muito em contato com a filosofia de diversos autores. Sempre li muitos livros, sempre ouvi conselhos de diversas pessoas acerca dos mais variados assuntos. Mas só absorver e utilizar não basta. Não. É preciso fazer algo mais.

Isso me lembra O Gladiador.

Isso me lembra O Gladiador.

Seguir correntes de pensamento não é algo legal. Pelo menos não sem racionalização pessoal. Eu preciso pensar e decidir se o que estou lendo realmente faz sentido, se devo utilizar isso daqui em diante como sendo uma verdade, se isso realmente será bom para mim, enfim, se trará bons resultados.

Exemplos:

  1. “Não fale com a garota, não ligue pra ela. Agindo assim, ela virá atrás de vc, pq ela vai sentir sua falta.”
  2. “Ligue pra ela, mostre que gosta dela ! Esse é o jeito certo de agir, sempre fazendo o bem.”

Qual conselho seguir ? Nenhum dos dois ? Um pouco de um e um pouco do outro ?

Embora o relacionamento humano seja um dos grandes enigmas do universo, há ainda outros muito debatidos por aí:

  • Houve ou não houve Big Bang ?
  • Há vida extraterrestre ?
  • Jesus existiu ?
  • Há realmente um Deus que a tudo controla ?

Agora, pare. PENSE… e decida. “Pese” bem o que vc já leu, já presenciou, já sentiu, já experimentou. Faça isso com tudo o que você se deparar na vida. Não aceite as coisas de pronto, sem antes pensar bem se faz sentido pra você. Racionalize suas emoções. Emocione sua razão. Nem tudo é o que parece. Nada é simples, mas também, nada é complicado. Ninguém possui todas as respostas, mesmo porque não há como reunir todas as perguntas. Nós nem ao menos sabemos o que perguntar às vezes.

O que quero dizer é que não devemos nos deixar levar por ideologias, por filosofias e racionalizações de outros. Nós podemos e devemos ouvi-las, mas antes de as aceitar como verdade para uso próprio, devemos racionalizar em cima desses pensamentos externos. Somente dai estaremos colocando um pouco de nós mesmos nessas idéias, e estaremos sendo realmente NÓS MESMOS.

Outro ponto importante o qual se deve lembrar é que, assim que você se decide por algo, e tem certeza dessa decisão, não a mude por causa de opinião alheia. Não a mude de jeito nenhum ! Dê valor a si mesmo. Tenha a convicção de estar fazendo o melhor. Não seja volúvel, “maria-vai-com-as-outras”, senão você nunca terá força suficiente para tomar suas próprias decisões e ir até o fim com elas. Não importa se pais ou parentes não gostaram, se amigos vão te encher o saco ou qualquer outra merda desse tipo. Não troque de opinião, pois você é o resultado das suas decisões, e você não tem preço. Como já foi comentado em outro post, é um ser vivo único no Universo, raríssimo e insubstituível.

Sobre a questão do relacionamento; o que importa se vai perder a garota ? Que se dane isso. A vida está aí, explodindo de possibilidades, de mudanças, de pessoas ! Veja o que você realmente quer. Você a quer ? Tem vontade de ir atrás dela ? Vá. Você já está perdendo tempo. O mesmo vale para o contrário. Por que está correndo atrás dela, sendo que ela pouco se importa com você ? Você está se sentindo pior que um cachorro sem dono, ela não te dá valor, não tá nem ai ? Então, cara, cai fora. Ce ta pagando de idiota, ta sofrendo, quer ir embora, mas não quer desistir, não quer encarar a realidade de que ela já era. Não é mais sua.

Aí é que está. Encarar a realidade. Pouquíssimas pessoas tem o peito de fazer isso. De saber o momento de parar, de partir pra outra. Veja bem, não é desistir. É ir até o fim mesmo, ter certeza de que não há mais jeito, e somente daí mudar o caminho. É importante ser decidido, mas é igualmente importante ser flexível.

"Seja como o bambu, que entorta mas não quebra"

"Seja como o bambu, que entorta mas não quebra"

Perceba que “fazer o certo, o correto” depende do ponto de vista, e da situação a ser considerada. Tudo é muito subjetivo e muito particular, pois cada pessoa tem uma visão de vida diferente. Portanto, ao tomar uma decisão verdadeiramente sua, não tema se estiver errado ou certo. Simplesmente siga em frente, até o fim, para verificar os resultados. Pois de outra forma você jamais saberia se estava certo ou não, pois a Estatística não é uma ciência exata, é uma ciência probabilística; quase esotérica, eu diria. Mas isso é papo pra outra hora.

É claro que a liberdade que cada pessoa possui em tomar suas decisões implica na responsabilidade em arcar com as consequencias em praticar essas decisões. Ou seja, liberdade significa responsabilidade. “O que ?! Você esta louco ?!” Não. É isso mesmo. O sentido de responsabilidade, nesse caso, é “comprometimento com a decisão escolhida”. Logo, liberdade e responsabilidade são conceitos completamente ligados.

Hmmm… sinto uma forte influência do Rebelde de Osho nessas minhas linhas. É, realmente gostei do Rebelde. Incrível como às vezes os livros caem como uma luva para a situação em que vivemos. Foi o que aconteceu recentemente.

Estou experimentando a minha verdade, o meu caminho. O que eu quero realmente. E acima de tudo, estou me respeitando como nunca me respeitei antes. Eu sou a pessoa certa, e não há ninguém que precise mais da minha atenção, dos meus cuidados, do meu respeito, do meu amor, do que eu próprio. Por muito tempo pensei nas pessoas, me preocupei com elas, me importei e me restringi por causa delas. Não mais. É hora de uma nova Era. Um novo tempo, uma vida diferente, aspirante, consciente. Consciente das minhas ações, das atitudes e pessoas que me fazem bem ou não, pois o meu objetivo é ser feliz, custe o que custar, e nunca desistirei disso. Nunca !

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Continuando com a transcrição do capítulo “Crenças Tibetanas” do Livro “A Terceira Visão” de Lobsang Rampa, o autor descreve os serviços religiosos dedicados ao mortos, a crença na reencarnação, nas viagens astrais e outras coisas mais…

Caso você não tenha lido a primeira parte, é recomendável que faça um pequeno retorno para pegar o “fio da meada” antes de continuar sua leitura:

O Tibete de Lobsang – parte I

Continuando com a parte II…

Rezam-se serviços para guiar espíritos a intervalos frequentes. A morte, para os tibetanos, não encerra terror algum, pois acreditam que se tomarem certas precauções a passagem de uma vida para a outra pode ser grandemente facilitada. Mas para isso é necessário seguir caminhos perfeitamente definidos, pensar segundo certos princípios. Esses serviços religiosos são conduzidos num tempo com a presença de cerca de trezentos monges. No centro do templo fica um grupo de cinco lamas telepáticos sentados num círculo, virados para dentro. Enquanto os monges, dirigidos pelo abade, entoam seus cânticos, os lamas tentam manter contato telepático com almas errantes. É impossível fazer uma tradução das orações tibetanas que lhes faça inteira justiça, mas aí fica uma tentativa:

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós que andais perdidos nas regiões marginais. Os vivos e os mortos vivem em mundos separados. Onde poderemos ver as vossas caras e ouvir as vossas vozes? Acendemos agora o primeiro pau de incenso para atrair uma alma errante e guiá-la ao seu caminho.”

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós que andais perdidos. As montanhas erguem-se para o céu, mas nenhum som se ouve. As águas são encrespadas pelas brisas suaves e as flores continuam a florir. As aves não voam quando vos aproximais porque não vos podem ver nem pressentir. Acendemos um segundo pau de incenso para atrair uma alma errante e guiá-la ao seu caminho.”

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós que andais perdidos. Este é um mundo ilusório. A vida não passa de um sonho. Todos os que nascem morrem. Só o caminho de Buda conduz à vida eterna. Acendemos agora o terceiro pau de incenso para atrair uma alma errante e guiá-la no seu caminho.”

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós, guerreiros e invasores que feriram e mataram. Onde estão agora as vossas hostes? A terra geme e as ervas daninhas crescem nos campos de batalha. Acendemos agora o quinto pau de incenso para atrair as almas solitárias de generais e senhores para que sejam guiadas.”

“Escutai as vozes das nossas almas, artistas e escritores, todos os que trabalham a pintar e a escrever. Foi em vão que esforçastes as vossas vistas e gastastes as placas de escrever. Nada é lembrado do vosso esforço e as vossas almas continuam. Acendemos agora o sexto pau de incenso para atrair e guiar as almas de artistas e escritores.”

“Escutai as vozes das nossas almas, virgens belas e damas suntuosas, cuja juventude podia ser comparada à frescura das manhãs de primavera. Depois das carícias dos amantes vem o quebrar dos corações. O outono, depois o inverno, chegam, as árvores e as flores murcham, assim como a beleza, e tornam-se meros esqueletos. Acendemos agora o sétimo pau de incenso para atrair as almas das virgens e das damas e guiá-las, libertando-as das ligações deste mundo.”

“Escutai as vozes das nossas almas, mendigos e ladrões, todos os que cometeram crimes contra os seus semelhantes e não podem agora descansar. As vossas almas vagueiam sem amigos pelo mundo e não encontrais justiça dentro do próprio peito. Acendemos agora o oitavo pau de incenso para atrair todas as almas pecadoras que agora vagueiam sozinhas.”

“Escutai as vozes das nossas almas, prostitutas, mulheres da noite e todos aqueles sobre quem se cometeram pecados e que vagueiam agora sozinhos nos reinos espectrais. Acendemos agora o nono pau de incenso para os atrair e guiar, libertando-os das prisões deste mundo.”

Na penumbra do templo, impregnado de incenso, as luzes bruxuleantes das lamparinas de manteiga faziam as sombras dançar, como vivas, por trás das imagens douradas. A atmosfera tornava-se tensa com a concentração dos monges telepáticos que se esforçavam por manter contato com os que tinham deixado este mundo, mas que no entanto a ele ainda se encontravam ligados.

Monges de mantos vermelhos, sentados em linhas, frente a frente, entoavam a litania dos mortos; tambores ocultos batiam os ritmos do coração humano; de outras partes do templo, como de um corpo vivo, ouvia-se o murmurar de vísceras humanas, o correr dos fluidos do corpo humano, o suspirar do ar nos pulmões. Conforme a cerimônia avançava e se davam direções às almas dos mortos, o ritmo desses sons corporais transformavam-se, tornava-se mais lento, até que por fim se ouvia o som do espírito a abandonar o corpo. Um estertor ofegante e tremente – e silêncio. O silêncio que vem com a morte. Naquele silêncio, mesmo o menos psíquico dos indivíduos podia sentir que havia outros seres à volta esperando, escutando. Gradualmente, à medida que as instruções telepáticas continuavam, a tensão diminuía quando os espíritos errantes seguiam para o estágio seguinte na jornada.

Nós acreditamos firmemente que o espírito renasce vezes consecutivas. Mas a sua volta pode não se processar neste planeta. Há milhões de mundos, e nós sabemos que a maioria deles é habitada. Esses habitantes podem ser de formas muito diferentes das  que nós conhecemos, podem até ser superiores a seres humanos. Nós, no Tibete, nunca aceitamos a doutrina de que o homem constitui a mais elevada e a mais nobre de todas as formas de vida. Acreditamos que em outros mundos se encontram formas vivas muito mais aperfeiçoadas, e que essas não se divertem a lançar bombas atômicas. No Tibete ouvi relatos de objetos estranhos que tinham sido vistos no céu, “os carros dos deuses”, como a maioria das pessoas lhe chamaram. O Lama Mingyar Dondup contou-me que um grupo de lamas tinha estabelecido comunicação telepática com esses “deuses”, que disseram que estavam a observar a Terra, ao que parece exatamente com o mesmo espírito com que os humanos visitam um jardim zoológico para observar animais selvagens e perigosos.

Muito se tem escrito acerca da levitação. A levitação é possível, vi-a praticada muitas vezes, mas requer imensa prática. Não há vantagem alguma em praticar levitação, uma vez que existe um sistema muito mais simples. As viagens astrais são mais práticas e certas. A maioria dos lamas entrega-se à sua prática, e qualquer pessoa com a paciência preparada pode entregar-se a essa arte útil e agradável.

Durante as horas em que estamos acordados a nossa alma encontra-se encerrada no corpo físico, e a menos que se tenha grande treino é impossível separar as duas entidades. Quando dormimos, só o corpo físico necessita de repouso, o espírito liberta-se e geralmente vai para o reino do espírito exatamente como uma criança volta ao seu lar ao fim de um dia na escola. A alma e o corpo mantêm-se em contato por meio do “cordão de prata”, cuja capacidade de extensão é infinita. O corpo mantém-se vivo desde que o cordão de prata se mantenha intacto; por ocasião da morte, o cordão quebra-se quando o espírito renasce para a outra vida, exatamente como a um bebê o cordão umbilical é cortado para o separar do corpo materno; o nascimento, para um bebê, representa o fim da vida abrigada que viveu no útero materno. A morte, para o espírito, é um novo nascimento no mundo mais livre do espírito. Enquanto o cordão de prata está intacto, a alma tem liberdade para vaguear durante o sono, ou, no caso de indivíduos especialmenete treinados, mesmo durante os períodos de consciência. Esse vaguear do espírito dá origem a sonhos, que não são mais que impressões transmitidas ao longo do cordão de prata. Quanto ao cérebro físico, recebe estas impressões, racionaliza-as para as fazer compreensíveis à luz da sua experiência terrena. No mundo do espírito não existe tempo – “tempo” é um conceito puramente físico – e por isso temos os casos freqüentes de sonhos longos e complexos que parecem ocorrer durante uma fração de segundo. Provavelmente todos conhecem a experiência de sonhar com uma pessoa distante, um amigo que vive para além dos mares, que se encontra e com quem se fala. Recebe-se nesse sonho uma mensagem, e ao acordar tem-se geralmente a sensação de qualquer coisa de que é preciso recordar. Com frequência fica-nos na memória esse encontro com um amigo ou parente distante e não nos surpreendemos ao receber notícias dessa pessoa dentro de pouco tempo. Naqueles que não são treinados, essa memória é por vezes deformada e o resultado é um sonho ilógico ou um pesadelo.

– Trecho extraído do livro “A Terceira Visão” de Lobsang Rampa, editora Círculo do Livro, páginas 132 a 136.

Ultimamente tem havido uma polemica muito grande em torno do Tibete com relação ao jugo chinês a esse pequeno país pacífico, então resolvi publicar algumas informações culturais desse povo tão pacato, religioso e ímpar, mas que infelizmente tem sofrido bastante.

Passei a me interessar e a gostar do Tibete desde que li os livros de Lobsang Rampa, pois ele descreve os costumes, tradições, religião e a cultura em geral de seu povo com bastante objetividade e riqueza de detalhes. Resolvi aproveitar um capítulo de seu famoso livro, “A Terceira Visão”, em que ele faz uma breve descrição dos principais costumes de sua terra natal. Irei publicando este capítulo aos poucos pois do contrário ficaria um tanto sobrecarregada a leitura. Espero que apreciem o contato com essa cultura tão diferente da nossa.

Capítulo dez

CRENÇAS TIBETANAS

Talvez seja interessante, nessa altura da minha narrativa, fornecer alguns pormenores acerca do nosso estilo de vida. A nossa religião é uma variante do budismo, mas não existe nas línguas ocidentais qualquer palavra pela qual se possa traduzi-la literalmente. Referimo-nos a ela como “A Religião”, e aos que praticam  a nossa fé chamamos “internos”, enquanto a todos os outros chamamos “externos”. A palavra mais aproximada existente no Ocidente é o “lamaísmo”. Difere do budismo por ser uma religião de esperança e de crença no futuro.. Para nós, o budismo parece uma doutrina negativa, uma religião de desespero. Não faz parte das nossas crenças que um pai onisciente observe e guarde toda a gente por toda a parte.

Muita gente culta tem tecido comentários eruditos sobre a nossa religião. Muitos nos condenam simplesmente por estarem cegos pela própria fé e serem incapazes de ver de outra maneira. Outros vão ao ponto de nos chamarem “satânicos” simplesmente porque os nossos costumes lhes são estranhos. A maioria desses comentadores baseia as suas opiniões em informações ou nos escritos de outros. É possível que alguns, bem poucos, tenham estudado as nossas crenças durante uns dias, e assim se julguem na posse de conhecimentos que os tornem suficientemente habilitados para escrever livros e para interpretar e divulgar o que os nossos sábios mais argutos levam vidas inteiras para descobrir.

Imaginem-se os ensinamentos colhidos por um budista ou um hindu que folheasse durante uma ou duas horas as páginas da Bíblia e depois se atrevesse a explicar as sutilezas da doutrina cristã ! Nenhum desses escritores que se têm ocupado do lamaísmo viveu como monge num lamastério a estudar os nossos livros sagrados. Tais livros são secretos; secretos na medida em que não estão ao alcance daqueles que querem obter a salvação rápida, sem esforço. Aqueles que querem a consolação de um ritual, uma forma de auto-hipnotismo, que a procurem, se isso os faz mais felizes. Mas isso não corresponde à Realidade Última, não passa de uma forma de se enganarem a si próprios como crianças. Para alguns talvez seja reconfortante poder pensar que podem cometer pecado atrás de pecado, e que depois, quando a consciência começa a tornar-se incômoda, basta uma oferenda aos deuses no templo mais próximo para obter perdão imediato, completo e certo, de forma a poderem recomeçar a sua nova série de pecados. Existe um Deus, um Ente Supremo. Que importância tem o nome que se lhe dá? Deus é um fato.

Os tibetanos que estudaram os verdadeiros ensinamentos de Buda nunca oram a pedir mercês ou favores; limitam-se a pedir que lhes  seja dado contar com a justiça dos homens. Um Ente Supremo, por natureza, a própria essência da justiça, não pode mostrar compaixão por um e negá-la a outro, porque tal seria a negação da justiça. Orar a pedir mercês ou favores, com promessas de ouro ou de incenso se o pedido for atendido, é inferir que a salvação está ao alcance do que mais puder pagar, que Deus está precisando de dinheiro e pode ser “comprado”. O homem pode mostrar compaixão pelo homem, mas só raramente o faz; o Ente Supremo só pode mostrar justiça. Nós somos almas imortais. A nossa oração: Om! ma-ni pad-me Hum! – adiante transcrita – tem sido por vezes traduzida literalmente como: “Salve, ó Jóia no Lótus!”. Mas os que conhecem melhor os textos sabem que o verdadeiro significado é: “Salve, ó Ser Íntimo e Superior no Homem!”. Não existe a morte. Assim como ao fim do dia um homem despe suas roupas, assim a alma se desfaz do corpo quando este dorme. Assim como um terno é posto de lado quando está surrado, assim a alma se desembaraça do corpo quando este está gasto e velho. A morte é nascimento. Morrer é simplesmente o ato de nascer num outro plano de existência. O homem, ou melhor, o espírito do homem é eterno. O corpo é um mero invólucro temporário que cobra o espírito, que é escolhido de acordo com a missão a cumprir na Terra. A aparência exterior é, portanto, de pouquíssima importância. O que importa é a alma que está lá dentro. Um grande profeta pode aparecer nas vestes de um mendigo, enquanto um homem que muito pecou na sua vida anterior pode desta vez nascer na riqueza, para a experimentar e ver se continua a pecar quando não tem a desculpa da pobreza para o tentar.

Om! ma-ni pad-me Hum!

Om! ma-ni pad-me Hum!

“A Roda da Vida” – é assim que designamos o ato de nascer, viver, voltar à condição espiritual e, em devido tempo, renascer em condições e circunstâncias diferentes. Um homem pode sofrer muito durante a sua existência, e isso não significa necessariamente que na sua vida anterior foi um pecador: talvez essa seja a melhor maneira de aprender certas coisas. A experiência pessoal é o melhor mestre! Uma pessoa que se suicida pode renascer para viver os anos cortados prematuramente, mas não se segue que todos os que morrem novos ou quando bebês foram suicidas em vidas anteriores. A Roda da Vida aplica-se a todos, mendigos e reis, homens e mulheres, brancos e negros. A Roda, é claro, não passa de um símbolo, que serve para tornar a idéia mais simples para aqueles que não têm tempo suficiente para estudar o assunto mais a fundo. É impossível explicar as crenças tibetanas em um ou dois parágrafos: o Kan-Gyur, as Escrituras tibetanas, consiste em mais de cem volumes sobre o assunto, e mesmo esses não o tratam exaustivamente. Há muitos outros livros guardados em lamastérios remotos e que só aos iniciados é dado ler.

Os povos orientais conhecem há muitos séculos a existência de forças e leis ocultas e sabem que se trata de leis naturais. Em vez de tentar demonstrar a não existência de tais forças, só porque não podem ser pesadas ou medidas, os homens de ciência do Oriente têm-se esforçado por aumentar o seu domínio sobre essas leis da natureza. A mecânica da clarividência, por exemplo, nunca nos preocupou demasiadamente; o que nos interessa são os resultados da clarividência. Alguns duvidam da sua existência: esses são como os cegos de nascença, que dizem que a visão é impossível porque não têm dela qualquer noção, porque não podem compreender que um objeto possa ser visto a distância sem haver com ele contato direto!

As pessoas têm auras, perfis coloridos que circundam o corpo, e pela intensidade dessas cores as pessoas experimentadas nesta arte podem deduzir o estado de saúde, o caráter e o estado geral do desenvolvimento espiritual da pessoa. Essa aura é a radiação da força vital íntima, do eu, ou da alma. À volta da cabeça existe uma espécie de halo, que faz parte da mesma força. No momento da morte essa luz diminui um pouco, quando a alma abandona o corpo na sua viagem para o estágio seguinte da sua existência. Vagueia um pouco, perturbada talvez pelo choque da sua libertação do corpo. É possível, por vezes, que não tenha perfeito conhecimento do que se passa. É por isso que há sempre lamas à cabeceira dos moribundos, para ir informando os espíritos dos estágios sucessivos por que a alma vai passando. Se tal não o fizer, o espírito pode ficar preso à Terra pelos desejos da carne; é dever dos sacerdotes quebrar essas ligações.

– Trecho extraído do livro “A Terceira Visão” de Lobsang Rampa, editora Círculo do Livro, páginas 129 a 132.

É isso ae ! De que vale a vida se não entramos em contato com novos conceitos, com novas formas de pensar e de agir ? Musica, Cinema, Livros… eu sou um cara viciado em Cultura. Querem conversar sobre algo bizarro ou diferente ? Querem contar alguma experiencia incrivel que tiveram ? Este singelo ser vivo aqui se interessa por tudo. Fale com ele, não hesite 😉

É vivendo a vida, de corpo e alma é que se aprende, e que faz valer a Energia despendida para você ter sido criado, pra fazer valer Você estar aqui. Então, nada mais enriquecedor que ler, ouvir, assistir historias, contos, arte, poesia, para expandir sua Realidade, seu Universo, sua Verdade ! Let’s Go !

De Sidarta para Silmarillion

Então, terminei de ler Sidarta de Hermann Hesse. Muito bom o livro, escreverei sobre minhas impressões em breve. Já posso adiantar que o livro possui muitas lições de vida, muito aprendizado para quem gosta de ler livros com Mente e Coração abertos… e a Sabedoria Oriental continua a surpreender.

Comecei a ler O Silmarillion de J.R.R. Tolkien. Para variar, muito bem escrito, muito bem “viajado”, digamos assim… uma variação do Gênese Universal bastante interessante, a do autor. Faz até bastante sentido… e o livro promete informar sobre a origem de tudo, todas as coisas que deram origem à história épica de O Senhor dos Anéis, os anéis de poder, Mordor e o próprio Sauron…

1408

Fumos e vortemos do Cine… como fazia tempo que não assistia a um suspense/terrorzinho… fumos ver 1408. E ao contrário do que eu estava pensando, 1408 não é ano. É número de quarto ! É, é muito engraçado né, eu sei ! Pode rir. 😛

Enfim, foi interessante. O começo do filme não tem nada de aterrorizante, tampouco fantástico ou terrível. Mas com certeza quando a coisa esquenta, aí não pára mais. Gostei do filme, achei muito bem roteirizado e atuado, e tem efeitos especiais na medida certa. Medo? Ora, é claro. Esse era o objetivo. Sentir medo durante o filme, enfrentá-lo, dominá-lo e vencê-lo !! hehe… sim, eu sou doido. Ainda não aprendeu ?

Pretendo em breve escrever sobre essa minha faceta… será interessante. Aliás, tenho muitas coisas ainda para mostrar aqui… então sempre terá bastante material para compartilhar com os leitores daqui.

Mas estou fugindo ao Tema. Então, 1408 é um filme muito bem feito. Só um alerta… você terá um certo receio quando chegar ao seu quarto de noite. Você pensará 2 vezes antes de apagar a luz para dormir… hehehe. Enfim, mais um medo para se vencer. Mais uma vitória ! Pois o filme faz isso com você… te deixa um pouco nóia. Mas é passageiro, assim como todas as coisas na vida…

O Teatro Mágico

Como fazer pra descrever sensações? Essa parece ser a parte mais difícil. Pois bem, tentarei. Ao entrar no local do Show, achei estranho… senti que estava em meio a pessoas diferentes. Não sei explicar ao certo. Enfim, vi que já haviam começado a música. Fui lá, no meio do povão, procurei um lugar para assistir. Acomodados, eu e minha querida começamos a nos sintonizar ao show. Só sei que depois de um tempo, eu já estava acompanhando as musicas, curtindo o som, vendo os malabares e viajando na poesia. E me surpreendi. O Teatro Mágico é um grupo cativante de artistas. As músicas são feitas com muito sentimento, diria até um carinho especial. Tem uma mensagem muito boa, alto astral, reflexiva, positiva. A troca de energia músico-público é muito boa. É uma espetáculo diferente, pois integra muito bem a música, a poesia, o teatro e o circo. Mas estou me limitando a detalhes técnicos, a palavras e descrições. O que importa são as sensações.

Tentarei me lembrar… senti-me feliz por estar ali, contentei-me por sentir aquelas boas vibrações, aquela energia bela a fluir no ambiente, senti um amor gigantesco pela minha querida garota… aquela momento foi muito especial, ali, dançando ao ritmo do som, com ela, e tocando seus cabelos, e relaxando completamente… “Ana e o Mar”, “O anjo mais velho”, “Realejo”… sucessivamente, as musicas foram se seguindo, a alegria contagiante, a integraçao publico-banda aumentando, e ao final parecia explodir. 😀

Ah e as musicas agitadoras de publico ! Aquelas que levantam a poeira, chacoalha tudo e agita a bodega ! HAHA ! “Camarada D’Água”, “Zazulejo”, “Separô”…. muito dahora, eu cantando gritando que nem um doido, batendo palmas com a galera… show mesmo !


É, foi um FDS memorável. Já é uma ótima lembrança. Não vejo a hora de ter outro igual logo =D

Muitas pessoas me formulam a mesma pergunta: “Mas é verdade? Tudo isso é verossímil?” E eu me vejo obrigado a repetir a única coisa que sei: que esses documentos e que – ainda que alguns se empenhem em pensar o contrário – eu não possuo tanta imaginação. Desafio quem quer que o deseje a construir uma “Vida de Cristo” tão rica de lógica, audácia e beleza. Não é tão simples “inventar” discursos de Jesus de Nazaré – práticas inéditas e, o que é mais interessante, cheias de sabedoria – ou esses trinta e dois anos chamados de “vida oculta”. “Inventá-los”, claro, com dados, nomes, acontecimentos e circunstâncias coerentes. Em Operação Cavalo de Tróia adeja algo “mágico” e “real”, alheio a mim mesmo. Eu fui simplesmente instrumento. Em suma, e não me cansarei de insistir, é o coração do leitor que deve “sentir” se estas narrações acerca de Jesus são ou não críveis. Que cada um, portanto, no mais íntimo de seu ser, julgue e decida de acordo com os ditames de sua consciência. Essa jamais se equivoca…

J. J. Benitez, na capa de Operação Cavalo de Tróia 3 – Saidan

Grande Benitez, você tem o meu respeito.

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