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Ensinar

Considero o ofício de professor um dos mais antigos, mais altruístas e mais sagrados que existem. Ser o mestre ou tutor de um ou mais alunos/aprendizes constitui um relacionamento sagrado, pois é dessa forma que os conhecimentos de uma pessoa são passados ao longo de toda a vida. Aprendemos desde que nascemos com nossos primeiros tutores, o pai e a mãe, depois na escolinha, com os professores; depois no Colegial, Faculdade, pós-graduação e assim por diante… os mestres fazem parte da nossa vida e somos gratos a eles, e vice-versa. Sei disso pois ensinei em algumas poucas ocasiões… e senti que aprendi tanto sobre as outras pessoas, com o que eu sei e o que preciso ainda aprender, que foi umas das experiências mais ricas e gratificantes que já tive.

Agora sei que, se eu quero ajudar alguém, a melhor forma, pelo menos para mim, é ensinando o que sei a esse alguém.

Escrever

Ah, como é bom botar em um papel aquilo que me vêm à mente. É uma liberdade muito boa. É ótimo articular as frases, dar um sentido, uma interpretação em uma frase. Selecionar esta ou aquela palavra, determinada forma de escrever, colocar determinado sentimento e expectativa… muito bom. É um monólogo, uma conversa com meu íntimo, que os outros podem ler e vivenciar. É algo que preciso botar mais em prática, pois quanto mais eu treino, melhor fica minha escrita. É muito bom detalhar algum assunto perambulando em minha mente… ou então descrever um momento como se estivesse pintando um quadro: aos poucos, a imagem vai se formando na cabeça do leitor… as sensações ele também vai sentindo… até que o quadro está completamente pintado, e eu, escrevendo, aperto “play” no meu “controle remoto”, e a cena se desenrola…

Sim, definitivamente, vou começar a escrever um livro. Preciso tecer a prosa e a poesia que estão contidas em mim para o papel, para eu me realizar nessa área também.

Desenhar

Esta é uma atividade que não faço há tempos. Gostava muito de praticar a visualização e firmeza manual, coisas imprescindíveis para um desenhista. É muito legal você desenhar algo, nem que seja em simples lápis 6B, ver seus traçados, as formas, as sombras, as texturas que perfazem esse esboço. Há algo de inocente em uma pintura, algo inócuo, puro, que não pode ser alcançado nas outras artes. E cada pessoa vê o mesmo desenho de forma diferente, gerando inúmeras interpretações. O artista pode deixar o quadro mais forte, mais impactante, ou ao contrário, mais simples, mais fluído…

Desenhar e pintar é a liberdade nas pontas dos dedos. Desenhe, crie, dê vida ao que quiser ! Enquadre seu desenho e pendure no seu quarto. Aprecie-o, pois ele é um retrato da sua criatividade, da sua imaginacão e habilidade manual.

Aprender: Ocultismo

Desde pequeno sempre me indaguei sobre o sentido da vida e de todas as coisas. Nunca me satisfiz com qualquer respostinha mal dada. Questoes do tipo sempre suscitaram respostas que traziam mais dúvidas ainda, e portanto, a curiosidade foi crescendo aos poucos. Agora creio que essa busca pela verdade é algo que fará parte de mim por toda a minha vida.

Essa busca é um dos pontos que mais me motiva na vida. Sou completamente fascinado pelo antigo Poder que mantém o Universo coeso e funcional, girando como uma grande máquina de proporções infinitas, inalcançável ao nossos olhos, que nos encanta, nos influencia e nos mantém.

Como um estudante do Ocultismo, respeito todas as crenças, todas as religiões. Procuro aos poucos entender as diversas facetas da minha existência, para tentar me entender melhor. Para melhor satisfazer o propósito que me trouxe aqui, nesse momento. Para entender minha função divina no Cosmos, e assim, fazer a vontade de Deus.

Os meus estudos têm me levado por caminhos fantásticos, incríveis, os quais nunca antes julguei serem tão bonitos, tão completos. Mas ainda sou muito novo em tudo isso, não sei nada, e ainda há muito para estudar. Espero encontrar mais colegas de Jornada aqui, através desse blog e, com isso, compartilhar experiências e aprender com os outros.

Viajar

Sempre gostei muito de conhecer outras culturas, outros povos, outras nações. Já conheci alguns lugares, mas não estou satisfeito. Ainda preciso conhecer o berço das mais antigas civilizações do Planeta: Egito, Grécia, Índia e Tibete. Também quero conhecer as verdejantes Escócia e Irlanda. Quero conhecer as pirâmides, o Partenon, o Potala e os círculos de pedra ! Quero ver o rio Ganges, ver o Taj Mahal e visitar a árvore onde Gotama se iluminou. Quero saber os costumes desses povos, suas comidas, suas tradições, sua história…

Viajar é conhecer, é experimentar, é ver com os próprios olhos a história do Mundo. E eu sempre gostei de monumentos históricos da Antiguidade, grandes povos e civilizações que contribuiram (ou não) para a sociedade que somos hoje.

Por enquanto, acho que é isso. Tenho certeza que há muito mais coisas que quero fazer, mas acho que para este texto já é suficiente.

Namastê.

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Após Bilbo Bolseiro despedir-se de Gandalf, partindo em viagem para Valfenda, ele entoa uma cantiga de viajantes, muito comum na Terra-média, pois Gandalf também canta a mesma canção em outros momentos, e achei apropriada para abrir este texto. Leia, entenda e reflita:

forest

A Estrada em frente vai seguindo
Deixando a porta onde começa.
Agora longe já vai indo,
Devo seguir, nada me impeça;
Em seu encalço vão meus pés,
Até a junção com a grande estrada,
De muitas sendas através.
Que vem depois? Não sei mais nada.

J.R.R. Tolkien – O Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel

Pois bem. Ultimamente, ou não tão ultimamente assim, estou com algumas indagações que não me dão sossego: Como fazer para enfrentar os medos ? Como tomar a decisão mais certa ?

Não sei. Quero ver se consigo chegar em algum lugar com este texto.

Como definir o que sinto ? Seria só medo mesmo ? Não, acho que há algo mais. Um quê de preguiça, um quê de acomodamento, também. O problema em não arriscar está em não se realizar. “Quem não arrisca não petisca”, já dizia alguém muito sábio.

Acho que tenho medo de cair na mesmice. De arriscar e continuar tão entediado ou chateado quanto antes. Mas não é algo previsível, então, não dá pra ter certeza.

Já passei por isso. Já escrevi o raciocinio do que deve ser feito, diversas vezes inclusive. Não adianta. Posso escrever mais um milhão de vezes como devo proceder, não é assim que mudarei. Só mudarei quando tomar a atitude necessária. Ficar “patinando em sabão” não vai me levar a lugar algum.

Vou ter que me arriscar, tentar. É difícil, porque de acordo com a criação que tive e com o que as pessoas me disseram, criou-se em mim uma forma de pensar fixa. Essa forma fixa de pensamento é péssima para minha evolução pessoal. É como uma barreira que impede meu livre pensar, meu livre agir. É um muro criado pela sociedade, que me empareda no meu lugar-comum.

Esse lugar-comum é um ambiente socialmente aceitável e seguro, onde sei onde estou e sei razoavelmente bem onde estarei no futuro. Minha vida será estável, não serei de todo triste, não passarei fome nem necessidade… mas não terei alcançado tudo o que poderia. Não terei exercido tudo o que possuo, toda a minha capacidade… estará desperdiçada em algum porão psíquico dentro de mim.

A saída que vejo é forçar essa barreira, tentando derrubá-la ou atravessá-la. Tirando-a de dentro da minha personalidade, poderei ser o que realmente sou, sem impedimentos. Sem nenhuma barreira auto-imposta.

Mas isso exige muita força de vontade. Estou lutando contra meus próprios pré-conceitos, e este é o maior desafio. Quem pode fazer isso além de mim ? Ninguém. Ninguém pode, e ninguém consegue. Esta é minha tarefa, pois tem de ser assim. É essencial para que eu realmente aprenda.

Então agora o que devo fazer é reunir forças. Juntar toda a força que conseguir, traçar um plano e executá-lo, por mais temeroso que eu esteja. Acho que preciso ser mais otimista, pensar positivo. Se eu começar algo já pensando que dará errado, não vai funcionar…

Fora tudo isso, preciso saber o que quero. Este é o principal ponto. Ouvir meu coração (é a pura verdade, pois mais brega que essa afirmação possa parecer), sentir o que eu quero, do fundo da minha alma. Quais são meus maiores anseios ? Qual é a ocupação pela qual vale a pena dedicar a vida ? O que me faz sentir completo, realizado, dentro do meu caminho ? O que é que me faz querer me dedicar mais e mais, sempre ? Em que posso aplicar minha criatividade, minha sensibilidade, meu raciocínio, meu esforço ? Hehehe… Estou começando a ter bons palpites…

Você já se fez essas perguntas ? Se não fez, deveria. Pergunte a si mesmo. Quais as respostas para essas perguntas ? Como você é, como você pensa ? Seja sincero consigo mesmo. Aprenda com você. Conheça mais você, sem receio do que possa encontrar. Não é fácil, pois as vezes temos partes nossas que não nos agradam, mas que são partes que estão precisando de nossa atenção. Cuide de si, de todas as “partes”, em sua totalidade, sem negligenciar nada. O autoconhecimento é o maior tesouro que um ser humano pode possuir, muito além de quaisquer riquezas materiais. Isso é algo em que ainda estou engatinhando…

Bom, agora vem a parte mais difícil. Aplicar tudo na prática, na vida, no dia-a-dia. Tenho que lembrar que, o que estou fazendo, é pra mim mesmo. É para minha realização, para encontrar meu lugar na vida, pois se continuar como estou, é como uma turbina a jato sem estar acoplada a um avião: imenso potencial para voar nas alturas, mas sem o meio físico para isso.

Voltando à história de Bilbo Bolseiro do livro “O Hobbit”: ele deixou o calor de sua lareira, de sua despensa lotada de guloseimas, e partiu em busca do desconhecido, em busca do tesouro de um dragão solitário. Bilbo tinha em seu sangue as duas personalidades: o lado Bolseiro de seu pai, que apreciava a vida mansa e a calmaria; e o Tûk de sua mãe, que descendia de seus parentes aventureiros, desde Urratouro; às vezes o lado Tûk fervia dentro dele, uma vontade incompreensível de aventura, de desbravamento do desconhecido… de viagens longas, de florestas densas e montanhas rochosas. Pois bem, é minha hora de despertar o meu Tûk interno. Pois que ele venha ! Já é chegada minha hora de conquistar o tesouro do Dragão !

Levanta-te e Anda, ó Filho do Sol e da Lua ! Descendente dos deuses, das galáxias, da Mãe-Terra. Levanta-te e Anda, de cabeça erguida, sempre em frente. Nada temas ! Seu futuro é claro como as águas limpas dos recifes de coral do Pacífico. Seu poder é infinito, como os grandes vulcões que cospem lava. Você possui o mesmo poder ! Terra, Água, Fogo e Ar,  e unidos graças ao Amor Universal, transformaram-se, trazendo-te à vida ! Portanto, tu tens, dentro de ti, armazenados em quantidade incontável, o princípio energético vital de cada um desses elementos. Use-os, utilize-os com sabedoria, pois esta é uma dádiva e teu maior tesouro. Este é um presente para que aprendas sobre todas as Coisas do Cosmo.

Lembra-te:

  • Usa a força que a Terra te deu para construir belas obras, para trabalhar com a terra, para crescer a vida verde que floresce neste planeta. Usa a Terra dentro de ti para semear a vida, a beleza, a fartura, a abundância.
  • Sente o poder da Água circulando no seu corpo. Usa esse poder sutil para desfrutar das belezas da vida, dos belos seres que habitam este mundo, dos sons, das fragrâncias, das texturas que existem por toda parte. Deixa que a sensibilidade dos sentidos desperte em ti, para que percebas todas as coisas de forma completa.
  • Utiliza o Fogo transformador para mudar aquilo que desejares. Aprende a utilizar o Fogo, pois é com ele que poderás melhorar ou piorar tudo o que vive. É com ele que sentirás cada vez mais a chama da Vida dentro de ti. Sentirás que tem um ímpeto de descobrir, de agir, de modificar, e sempre que sentires essas coisas, saiba que é o elemento Fogo, vivo dentro de ti, agindo.
  • O Ar é o elemento da inteligência, harmonia e justiça. Com este elemento saberás julgar cada vez mais o que é certo ou errado, o que traz boas consequências ou não para o Universo. Utilizando-o, saberás ser justo, e saberás criar e manter a harmonia no Universo. O princípio inteligente, racional, que está desperto em ti provém do elemento Ar.
  • O último elemento, responsável por unir todos os outros, harmonizá-los, dar propósito, dar um nascimento e uma ligação entre si, é o Amor. O Amor é aquela sensação que tu sentes ao olhar para o objeto de sua afeição: seja criatura ou ser inanimado, o Amor é o elemento da União, que traz o sentimento de ligação e conexão com todo o Cosmo.

Lembra-te de usar todo o teu potencial, e aprende a utilizar tais características. Não as escondas, não as retenhas dentro de ti, pois de tal forma estarás criando um monstro que não conseguirás deter. Ao contrário, deixa-as despertar e dirija-as com tua vontade, com tua disciplina. Domando-as, tu te tornarás mestre do teu Destino e governarás tua Vida completamente, e te realizarás como o ser brilhante, fantástico, complexo e único que és: um Criador.

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