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Esses dias estava jogando Diablo 2, relembrando os velhos e bons tempos de adolescência em que não tinha tantas obrigações ou preocupações… viciado totalmente nos jogos, ficava horas a fio na frente do PC para derrotar aquele monstro, ou aquele demônio dos infernos ! Sim, dava uma sensação ótima, vencer algo terrível, algo maligno, com as minhas próprias mãos…


Mas, durante o meu período nostálgico, me veio um pensamento, uma dúvida. Há tantas lendas e mitos espalhados por todos os povos. Há tantas histórias contadas, passadas de pai para filho, de filho para neto, e assim por diante… histórias antigas, de espíritos, de deuses, de anjos e de demônios ! A tão chamada “Sabedoria Popular”. Pensei, de onde será que surgem tantas histórias ? Da imaginação ? Mas porque o homem se daria ao trabalho de imaginar algo tão absurdo, algo tão ilusório, e com tamanha riqueza de detalhes, com tramas intrincadas e variadas ? E como se não bastasse serem supostamente “absurdos”, porque essas histórias causam tanto fascínio nas pessoas e inclusive em mim ?

Entre as mais clássicas estão as lendas do Lobisomem e do Vampiro, a do monstro de Frankenstein e do Bicho-Papão. Há também os mortos-vivos, os zumbis, os esqueletos e as assombrações. Cada lenda com sua própria história, com sua mitologia, seus aparentes motivos para “existirem”. Fiquei intrigado com esse meu pensamento. Pois, não vejo razão de se criar histórias absurdas sem motivo, ou sem uma razão inicial. E se fosse esse o caso, porque tais contos persistem no imaginário popular ? Se fossem mentiras deslavadas, histórias ridículas, esdrúxulas e/ou bizarras, porque as pessoas se sentem fascinadas por elas ? Não, creio que não sejam totalmente mentiras. Se para tudo o que existe há uma causa inicial, então essas histórias, um dia, foram verdade.

Calma, não precisam me chamar de louco, ou de tolo. “Um dia foram verdade”, eu disse. O que quero dizer é que as pessoas viram algo parecido com um vampiro, ou viram alguém morder a jugular de outra pessoa, matando-a, e acabou dando nomes específicos para essa pessoa, algo como apelidos ou outros nomes, que por fim acabou tornando “o vampiro”. Ou talvez possa ter sido por outras causas… talvez as lendas tenham mais verdade do que imaginamos ? Não sei. Estas foram apenas suposições. Mas tenho forte convicção de que essa e outras “lendas” não deixam de ser verdades contadas através dos séculos, que acabam se misturando ao imaginário popular, e com o tempo acaba tendo “vida própria”, como a maioria das histórias que são passadas de boca a boca.

Outro aspecto importante desse assunto é como o “sobrenatural” desperta nossos sentidos e nos fascina, e nos instiga à investigação, à busca de algo que explique as histórias, ou mesmo dos fenômenos relatados pelas testemunhas de tais acontecimentos “extraordinários”. Acho que o ser humano, instintivamente, sabe que há algo além de seus sentidos, algo inexplicável e profundo, algo que pode arrepiar seus pêlos das costas, ou algo que te faz sentir-se observado à noite, numa rua deserta e fria. Dentro do homem, dentro de você, tem-se conhecimento instintivo disso, de que há algo além. E isso fascina e amedronta a qualquer um. Eu, pelo menos, acho instigante pensar nessas coisas. Nunca se sabe a que conclusão se chegará…

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