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tencommandmentsOlá meus amigos leitores… já faz um tempo que não volto a escrever aqui. Estive ocupado… agora espero voltar com fôlego e idéias para alimentar suas reflexões…

Esses dias assisti ao filme Os 10 Mandamentos, de Cecil B. DeMille. Nossa, que filmão. Mesmo sendo antigo, mesmo sendo bastante “ensaiado”, dando aquele toque teatral à atuação, é um clássico. E realmente me fez refletir… valeria a pena ser um magista ? Valeria a pena fazer rituais de magia, falar com espiritos, se dar ao trabalho de tudo isso ? Para quê, eu pergunto. Se nós somos Deus, e Deus está em tudo, e Deus é o que nos move através  da vida, do tempo e do espaço… de todas as experiências, é essa força que nos move. Não, de forma alguma estou falando no Deus da igreja, no Deus dogma… no Deus Bíblia. Estou falando do Deus agnóstico. Essa entidade que só sabemos um pouco, que sentimos dentro de nós e ao nosso redor, e que conecta tudo. É Dele que estou falando.

Para que, realmente, “adorar deuses de pedra” ? Eu entendo o que essas doutrinas pregam. Creio que já li o suficiente para compreender. Os magistas, wiccans, shamans, umbandistas e afins… realmente contatam seres do mundo astral para conseguir informação, auxílio, esclarecimento, e não há mal algum nisso… mas acho que todos deveriam se lembrar e se concentrar mais no Principal. É aí que entra o tal Deus agnóstico que mencionei. Você é Deus. Respeite a vontade sua, ou seja, Dele, que são a mesma coisa. Exatamente por isso que, num dos mandamentos, diz para não se curvar perante ídolos, pois não há ninguém acima de si mesmo, ou do próprio Deus, que é Tudo, inclusive você. Curvar-se seria o mesmo que se escravizar para outra força, e isso é ridículo, pois onde já se viu Deus escravo ? Isso é sem fundamento, é um contra-senso contra você mesmo.

Ok, então para deixar claro: acho muito interessante, muito instrutivo e realmente muito poderoso o contato com os Antigos Espíritos da Terra. Espero um dia presenciar um fato desses, e humildemente, prestar meus respeitos. Mas, continuarei de cabeça erguida, ouvindo o Deus que há dentro do meu peito, que é a fonte de energia que jorra no meu próprio Espírito, e que me deu a dádiva de estar aqui, encarnado, nesse momento.

Outra coisa que estava pensando após ver esse filme e que me veio à cabeça… Tantas pessoas seguem os 10 mandamentos à risca, simplesmente porque está escrito na Bíblia, ou porque ouviu na igreja sobre eles, ou porque assim dita o comportamento “politicamente correto”. Para essas pessoas, eu só tenho a dizer uma coisa: “AFFFFF”.

“AFFFF” pra vocês, que não usam seu discernimento. Qual o valor de tal lealdade para com um código ? Nenhum.

Para que o código tenha realmente peso, e valha alguma coisa, você deve concordar com cada sílaba dele. Deve perguntar para seu íntimo “isso está certo?” e verificar a resposta que vem. Somente assim você o seguirá e respeitará, pois somente com significado PROFUNDO as palavras realmente valem alguma coisa…

Isso vale desde os 10 mandamentos até o Código de Defesa do Consumidor. Claro que há um abismo imenso entre uma coisa e outra, mas dá para você entender o que quero dizer… um pedaço de papel em que diz o que você deve fazer, e você acaba concordando com isso, se chama Contrato. Aliás, nem precisa ser pedaço de papel. Pode ser verbalmente mesmo.

Mas, voltando ao ponto… o que quero dizer é que os 10 mandamentos não valem LHUFAS se você simplesmente os segue cegamente. Agora, se você o segue porque tem absoluta certeza de que aquilo é certo, e é o melhor para você, ahhh, então você está em paz, pois consegue ter uma lista básica de regras a seguir que te satisfaz de maneira ampla.

Percebe a diferença ? Você não seguirá os 10 mandamentos porque te forçaram… mas porque você os aceitou de bom grado. Aquelas regras estão em concordância com seu Eu Interior… ou Eu Maior, ou Atmã… ou simplesmente Deus.

É como se fosse um casamento. Você se casará/casou com sua esposa porque vocês se encaixaram… houve uma fusão, uma assimilação desde os aspectos mais básicas da existência até os mais elevados… até o Amor… e vocês se uniram. Acontece o mesmo com o código Divino e seu espírito. Somente com o “casamento” os milagres acontecem.

Abraços, meus amigos…

Continuando com a transcrição do capítulo “Crenças Tibetanas” do Livro “A Terceira Visão” de Lobsang Rampa, o autor descreve os serviços religiosos dedicados ao mortos, a crença na reencarnação, nas viagens astrais e outras coisas mais…

Caso você não tenha lido a primeira parte, é recomendável que faça um pequeno retorno para pegar o “fio da meada” antes de continuar sua leitura:

O Tibete de Lobsang – parte I

Continuando com a parte II…

Rezam-se serviços para guiar espíritos a intervalos frequentes. A morte, para os tibetanos, não encerra terror algum, pois acreditam que se tomarem certas precauções a passagem de uma vida para a outra pode ser grandemente facilitada. Mas para isso é necessário seguir caminhos perfeitamente definidos, pensar segundo certos princípios. Esses serviços religiosos são conduzidos num tempo com a presença de cerca de trezentos monges. No centro do templo fica um grupo de cinco lamas telepáticos sentados num círculo, virados para dentro. Enquanto os monges, dirigidos pelo abade, entoam seus cânticos, os lamas tentam manter contato telepático com almas errantes. É impossível fazer uma tradução das orações tibetanas que lhes faça inteira justiça, mas aí fica uma tentativa:

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós que andais perdidos nas regiões marginais. Os vivos e os mortos vivem em mundos separados. Onde poderemos ver as vossas caras e ouvir as vossas vozes? Acendemos agora o primeiro pau de incenso para atrair uma alma errante e guiá-la ao seu caminho.”

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós que andais perdidos. As montanhas erguem-se para o céu, mas nenhum som se ouve. As águas são encrespadas pelas brisas suaves e as flores continuam a florir. As aves não voam quando vos aproximais porque não vos podem ver nem pressentir. Acendemos um segundo pau de incenso para atrair uma alma errante e guiá-la ao seu caminho.”

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós que andais perdidos. Este é um mundo ilusório. A vida não passa de um sonho. Todos os que nascem morrem. Só o caminho de Buda conduz à vida eterna. Acendemos agora o terceiro pau de incenso para atrair uma alma errante e guiá-la no seu caminho.”

“Escutai as vozes das nossas almas, todos vós, guerreiros e invasores que feriram e mataram. Onde estão agora as vossas hostes? A terra geme e as ervas daninhas crescem nos campos de batalha. Acendemos agora o quinto pau de incenso para atrair as almas solitárias de generais e senhores para que sejam guiadas.”

“Escutai as vozes das nossas almas, artistas e escritores, todos os que trabalham a pintar e a escrever. Foi em vão que esforçastes as vossas vistas e gastastes as placas de escrever. Nada é lembrado do vosso esforço e as vossas almas continuam. Acendemos agora o sexto pau de incenso para atrair e guiar as almas de artistas e escritores.”

“Escutai as vozes das nossas almas, virgens belas e damas suntuosas, cuja juventude podia ser comparada à frescura das manhãs de primavera. Depois das carícias dos amantes vem o quebrar dos corações. O outono, depois o inverno, chegam, as árvores e as flores murcham, assim como a beleza, e tornam-se meros esqueletos. Acendemos agora o sétimo pau de incenso para atrair as almas das virgens e das damas e guiá-las, libertando-as das ligações deste mundo.”

“Escutai as vozes das nossas almas, mendigos e ladrões, todos os que cometeram crimes contra os seus semelhantes e não podem agora descansar. As vossas almas vagueiam sem amigos pelo mundo e não encontrais justiça dentro do próprio peito. Acendemos agora o oitavo pau de incenso para atrair todas as almas pecadoras que agora vagueiam sozinhas.”

“Escutai as vozes das nossas almas, prostitutas, mulheres da noite e todos aqueles sobre quem se cometeram pecados e que vagueiam agora sozinhos nos reinos espectrais. Acendemos agora o nono pau de incenso para os atrair e guiar, libertando-os das prisões deste mundo.”

Na penumbra do templo, impregnado de incenso, as luzes bruxuleantes das lamparinas de manteiga faziam as sombras dançar, como vivas, por trás das imagens douradas. A atmosfera tornava-se tensa com a concentração dos monges telepáticos que se esforçavam por manter contato com os que tinham deixado este mundo, mas que no entanto a ele ainda se encontravam ligados.

Monges de mantos vermelhos, sentados em linhas, frente a frente, entoavam a litania dos mortos; tambores ocultos batiam os ritmos do coração humano; de outras partes do templo, como de um corpo vivo, ouvia-se o murmurar de vísceras humanas, o correr dos fluidos do corpo humano, o suspirar do ar nos pulmões. Conforme a cerimônia avançava e se davam direções às almas dos mortos, o ritmo desses sons corporais transformavam-se, tornava-se mais lento, até que por fim se ouvia o som do espírito a abandonar o corpo. Um estertor ofegante e tremente – e silêncio. O silêncio que vem com a morte. Naquele silêncio, mesmo o menos psíquico dos indivíduos podia sentir que havia outros seres à volta esperando, escutando. Gradualmente, à medida que as instruções telepáticas continuavam, a tensão diminuía quando os espíritos errantes seguiam para o estágio seguinte na jornada.

Nós acreditamos firmemente que o espírito renasce vezes consecutivas. Mas a sua volta pode não se processar neste planeta. Há milhões de mundos, e nós sabemos que a maioria deles é habitada. Esses habitantes podem ser de formas muito diferentes das  que nós conhecemos, podem até ser superiores a seres humanos. Nós, no Tibete, nunca aceitamos a doutrina de que o homem constitui a mais elevada e a mais nobre de todas as formas de vida. Acreditamos que em outros mundos se encontram formas vivas muito mais aperfeiçoadas, e que essas não se divertem a lançar bombas atômicas. No Tibete ouvi relatos de objetos estranhos que tinham sido vistos no céu, “os carros dos deuses”, como a maioria das pessoas lhe chamaram. O Lama Mingyar Dondup contou-me que um grupo de lamas tinha estabelecido comunicação telepática com esses “deuses”, que disseram que estavam a observar a Terra, ao que parece exatamente com o mesmo espírito com que os humanos visitam um jardim zoológico para observar animais selvagens e perigosos.

Muito se tem escrito acerca da levitação. A levitação é possível, vi-a praticada muitas vezes, mas requer imensa prática. Não há vantagem alguma em praticar levitação, uma vez que existe um sistema muito mais simples. As viagens astrais são mais práticas e certas. A maioria dos lamas entrega-se à sua prática, e qualquer pessoa com a paciência preparada pode entregar-se a essa arte útil e agradável.

Durante as horas em que estamos acordados a nossa alma encontra-se encerrada no corpo físico, e a menos que se tenha grande treino é impossível separar as duas entidades. Quando dormimos, só o corpo físico necessita de repouso, o espírito liberta-se e geralmente vai para o reino do espírito exatamente como uma criança volta ao seu lar ao fim de um dia na escola. A alma e o corpo mantêm-se em contato por meio do “cordão de prata”, cuja capacidade de extensão é infinita. O corpo mantém-se vivo desde que o cordão de prata se mantenha intacto; por ocasião da morte, o cordão quebra-se quando o espírito renasce para a outra vida, exatamente como a um bebê o cordão umbilical é cortado para o separar do corpo materno; o nascimento, para um bebê, representa o fim da vida abrigada que viveu no útero materno. A morte, para o espírito, é um novo nascimento no mundo mais livre do espírito. Enquanto o cordão de prata está intacto, a alma tem liberdade para vaguear durante o sono, ou, no caso de indivíduos especialmenete treinados, mesmo durante os períodos de consciência. Esse vaguear do espírito dá origem a sonhos, que não são mais que impressões transmitidas ao longo do cordão de prata. Quanto ao cérebro físico, recebe estas impressões, racionaliza-as para as fazer compreensíveis à luz da sua experiência terrena. No mundo do espírito não existe tempo – “tempo” é um conceito puramente físico – e por isso temos os casos freqüentes de sonhos longos e complexos que parecem ocorrer durante uma fração de segundo. Provavelmente todos conhecem a experiência de sonhar com uma pessoa distante, um amigo que vive para além dos mares, que se encontra e com quem se fala. Recebe-se nesse sonho uma mensagem, e ao acordar tem-se geralmente a sensação de qualquer coisa de que é preciso recordar. Com frequência fica-nos na memória esse encontro com um amigo ou parente distante e não nos surpreendemos ao receber notícias dessa pessoa dentro de pouco tempo. Naqueles que não são treinados, essa memória é por vezes deformada e o resultado é um sonho ilógico ou um pesadelo.

– Trecho extraído do livro “A Terceira Visão” de Lobsang Rampa, editora Círculo do Livro, páginas 132 a 136.

Ultimamente tem havido uma polemica muito grande em torno do Tibete com relação ao jugo chinês a esse pequeno país pacífico, então resolvi publicar algumas informações culturais desse povo tão pacato, religioso e ímpar, mas que infelizmente tem sofrido bastante.

Passei a me interessar e a gostar do Tibete desde que li os livros de Lobsang Rampa, pois ele descreve os costumes, tradições, religião e a cultura em geral de seu povo com bastante objetividade e riqueza de detalhes. Resolvi aproveitar um capítulo de seu famoso livro, “A Terceira Visão”, em que ele faz uma breve descrição dos principais costumes de sua terra natal. Irei publicando este capítulo aos poucos pois do contrário ficaria um tanto sobrecarregada a leitura. Espero que apreciem o contato com essa cultura tão diferente da nossa.

Capítulo dez

CRENÇAS TIBETANAS

Talvez seja interessante, nessa altura da minha narrativa, fornecer alguns pormenores acerca do nosso estilo de vida. A nossa religião é uma variante do budismo, mas não existe nas línguas ocidentais qualquer palavra pela qual se possa traduzi-la literalmente. Referimo-nos a ela como “A Religião”, e aos que praticam  a nossa fé chamamos “internos”, enquanto a todos os outros chamamos “externos”. A palavra mais aproximada existente no Ocidente é o “lamaísmo”. Difere do budismo por ser uma religião de esperança e de crença no futuro.. Para nós, o budismo parece uma doutrina negativa, uma religião de desespero. Não faz parte das nossas crenças que um pai onisciente observe e guarde toda a gente por toda a parte.

Muita gente culta tem tecido comentários eruditos sobre a nossa religião. Muitos nos condenam simplesmente por estarem cegos pela própria fé e serem incapazes de ver de outra maneira. Outros vão ao ponto de nos chamarem “satânicos” simplesmente porque os nossos costumes lhes são estranhos. A maioria desses comentadores baseia as suas opiniões em informações ou nos escritos de outros. É possível que alguns, bem poucos, tenham estudado as nossas crenças durante uns dias, e assim se julguem na posse de conhecimentos que os tornem suficientemente habilitados para escrever livros e para interpretar e divulgar o que os nossos sábios mais argutos levam vidas inteiras para descobrir.

Imaginem-se os ensinamentos colhidos por um budista ou um hindu que folheasse durante uma ou duas horas as páginas da Bíblia e depois se atrevesse a explicar as sutilezas da doutrina cristã ! Nenhum desses escritores que se têm ocupado do lamaísmo viveu como monge num lamastério a estudar os nossos livros sagrados. Tais livros são secretos; secretos na medida em que não estão ao alcance daqueles que querem obter a salvação rápida, sem esforço. Aqueles que querem a consolação de um ritual, uma forma de auto-hipnotismo, que a procurem, se isso os faz mais felizes. Mas isso não corresponde à Realidade Última, não passa de uma forma de se enganarem a si próprios como crianças. Para alguns talvez seja reconfortante poder pensar que podem cometer pecado atrás de pecado, e que depois, quando a consciência começa a tornar-se incômoda, basta uma oferenda aos deuses no templo mais próximo para obter perdão imediato, completo e certo, de forma a poderem recomeçar a sua nova série de pecados. Existe um Deus, um Ente Supremo. Que importância tem o nome que se lhe dá? Deus é um fato.

Os tibetanos que estudaram os verdadeiros ensinamentos de Buda nunca oram a pedir mercês ou favores; limitam-se a pedir que lhes  seja dado contar com a justiça dos homens. Um Ente Supremo, por natureza, a própria essência da justiça, não pode mostrar compaixão por um e negá-la a outro, porque tal seria a negação da justiça. Orar a pedir mercês ou favores, com promessas de ouro ou de incenso se o pedido for atendido, é inferir que a salvação está ao alcance do que mais puder pagar, que Deus está precisando de dinheiro e pode ser “comprado”. O homem pode mostrar compaixão pelo homem, mas só raramente o faz; o Ente Supremo só pode mostrar justiça. Nós somos almas imortais. A nossa oração: Om! ma-ni pad-me Hum! – adiante transcrita – tem sido por vezes traduzida literalmente como: “Salve, ó Jóia no Lótus!”. Mas os que conhecem melhor os textos sabem que o verdadeiro significado é: “Salve, ó Ser Íntimo e Superior no Homem!”. Não existe a morte. Assim como ao fim do dia um homem despe suas roupas, assim a alma se desfaz do corpo quando este dorme. Assim como um terno é posto de lado quando está surrado, assim a alma se desembaraça do corpo quando este está gasto e velho. A morte é nascimento. Morrer é simplesmente o ato de nascer num outro plano de existência. O homem, ou melhor, o espírito do homem é eterno. O corpo é um mero invólucro temporário que cobra o espírito, que é escolhido de acordo com a missão a cumprir na Terra. A aparência exterior é, portanto, de pouquíssima importância. O que importa é a alma que está lá dentro. Um grande profeta pode aparecer nas vestes de um mendigo, enquanto um homem que muito pecou na sua vida anterior pode desta vez nascer na riqueza, para a experimentar e ver se continua a pecar quando não tem a desculpa da pobreza para o tentar.

Om! ma-ni pad-me Hum!

Om! ma-ni pad-me Hum!

“A Roda da Vida” – é assim que designamos o ato de nascer, viver, voltar à condição espiritual e, em devido tempo, renascer em condições e circunstâncias diferentes. Um homem pode sofrer muito durante a sua existência, e isso não significa necessariamente que na sua vida anterior foi um pecador: talvez essa seja a melhor maneira de aprender certas coisas. A experiência pessoal é o melhor mestre! Uma pessoa que se suicida pode renascer para viver os anos cortados prematuramente, mas não se segue que todos os que morrem novos ou quando bebês foram suicidas em vidas anteriores. A Roda da Vida aplica-se a todos, mendigos e reis, homens e mulheres, brancos e negros. A Roda, é claro, não passa de um símbolo, que serve para tornar a idéia mais simples para aqueles que não têm tempo suficiente para estudar o assunto mais a fundo. É impossível explicar as crenças tibetanas em um ou dois parágrafos: o Kan-Gyur, as Escrituras tibetanas, consiste em mais de cem volumes sobre o assunto, e mesmo esses não o tratam exaustivamente. Há muitos outros livros guardados em lamastérios remotos e que só aos iniciados é dado ler.

Os povos orientais conhecem há muitos séculos a existência de forças e leis ocultas e sabem que se trata de leis naturais. Em vez de tentar demonstrar a não existência de tais forças, só porque não podem ser pesadas ou medidas, os homens de ciência do Oriente têm-se esforçado por aumentar o seu domínio sobre essas leis da natureza. A mecânica da clarividência, por exemplo, nunca nos preocupou demasiadamente; o que nos interessa são os resultados da clarividência. Alguns duvidam da sua existência: esses são como os cegos de nascença, que dizem que a visão é impossível porque não têm dela qualquer noção, porque não podem compreender que um objeto possa ser visto a distância sem haver com ele contato direto!

As pessoas têm auras, perfis coloridos que circundam o corpo, e pela intensidade dessas cores as pessoas experimentadas nesta arte podem deduzir o estado de saúde, o caráter e o estado geral do desenvolvimento espiritual da pessoa. Essa aura é a radiação da força vital íntima, do eu, ou da alma. À volta da cabeça existe uma espécie de halo, que faz parte da mesma força. No momento da morte essa luz diminui um pouco, quando a alma abandona o corpo na sua viagem para o estágio seguinte da sua existência. Vagueia um pouco, perturbada talvez pelo choque da sua libertação do corpo. É possível, por vezes, que não tenha perfeito conhecimento do que se passa. É por isso que há sempre lamas à cabeceira dos moribundos, para ir informando os espíritos dos estágios sucessivos por que a alma vai passando. Se tal não o fizer, o espírito pode ficar preso à Terra pelos desejos da carne; é dever dos sacerdotes quebrar essas ligações.

– Trecho extraído do livro “A Terceira Visão” de Lobsang Rampa, editora Círculo do Livro, páginas 129 a 132.

O Sol Nasce Todos os Dias.

Nada está parado. Tudo está em constante mudança. Nada permanece, pelo menos não aqui. Mas, como para toda regra há excecões, existem sim coisas que ficam. Nossos espíritos permanecem. Resistem à vida, ao tempo. São eternos.

O que pensamos e sentimos muda com o tempo. Sim, fazem parte das coisas que se transformam. Há também outra coisa que permanece. Os relacionamentos que construimos. Todas as pessoas que conhecemos, por mais que o tempo passe, sempre estarão ligadas a nós. Pois elas fazem parte de nossas memórias, e fizeram parte do nosso aprendizado e crescimento aqui. Todas as pessoas que conhecemos tiveram uma parcela no nosso crescimento pessoal, de graus menores a graus maiores. Logo, essas memórias, esses laços que nos ligam, fazem com que nunca estejamos realmente isolados um do outro. Laços que vão além da hereditariedade, além da raça e da espécie. São ligações que nos unem através das emoções, das experiencias interpessoais, dos amigos e dos inimigos, dos cônjuges e dos filhos…

Considerando esses laços que temos com as pessoas da nossa vida, e tudo o que aconteceu entre nós e elas, e tudo o que aprendemos com elas, tudo isso faz com que esses laços tenham um significado maior do que apenas uma conexão. Nós devemos a essas pessoas parte do nosso desenvolvimento. E elas, por sua parte, também tem determinada obrigação para conosco, pois também as ajudamos a crescer. O mais interessante disso é que até os inimigos nossos nos ajudaram a crescer, pois nos ensinaram diversas lições que os amigos não seriam capazes de nos ensinar. Nisso, é perceptível a beleza e singularidade com que Deus nos pôs neste cenário aqui. Ele nos pôs aqui para que aprendêssemos uns com os outros e fôssemos tolerantes entre si… para aprendermos a reconhecer nossas fraquezas e notar como a força do grupo é superior à força do indivíduo. Aliás, é impossível ser solitário estando aqui. A nossa condição nos faz buscar por companhia, por ajuda, por troca. Ele nos pôs aqui, talvez, para percebermos como somos iguais, e que isso vai além das aparências…

Ao chegarmos nesse ponto de entendimento, é facil deduzir em que ponto podemos chegar. Chegaremos, quando estivermos prontos, à dissolução de todo e qualquer preconceito que tenhamos para com o próximo. Entenderemos como somos todos irmãos, companheiros de jornada, Peregrinos da Vida, por assim dizer, num longo Caminho, que um dia, nos conduzirá à Luz e à Força interior que todos possuímos…. e daí estaremos completos, felizes, realizados com a Vida. Isso virá com o tempo. Se ainda não é possível entender tudo nesta vida, imagine então entender a próxima. As coisas tem seu próprio ritmo, sua cadência, sua frequência certa de ocorrer… e isso nos leva a outro pensamento… de que nada é por acaso, ou coincidência… mas isso já é assunto para outra oportunidade.

Que assim seja.

Esses dias estava jogando Diablo 2, relembrando os velhos e bons tempos de adolescência em que não tinha tantas obrigações ou preocupações… viciado totalmente nos jogos, ficava horas a fio na frente do PC para derrotar aquele monstro, ou aquele demônio dos infernos ! Sim, dava uma sensação ótima, vencer algo terrível, algo maligno, com as minhas próprias mãos…


Mas, durante o meu período nostálgico, me veio um pensamento, uma dúvida. Há tantas lendas e mitos espalhados por todos os povos. Há tantas histórias contadas, passadas de pai para filho, de filho para neto, e assim por diante… histórias antigas, de espíritos, de deuses, de anjos e de demônios ! A tão chamada “Sabedoria Popular”. Pensei, de onde será que surgem tantas histórias ? Da imaginação ? Mas porque o homem se daria ao trabalho de imaginar algo tão absurdo, algo tão ilusório, e com tamanha riqueza de detalhes, com tramas intrincadas e variadas ? E como se não bastasse serem supostamente “absurdos”, porque essas histórias causam tanto fascínio nas pessoas e inclusive em mim ?

Entre as mais clássicas estão as lendas do Lobisomem e do Vampiro, a do monstro de Frankenstein e do Bicho-Papão. Há também os mortos-vivos, os zumbis, os esqueletos e as assombrações. Cada lenda com sua própria história, com sua mitologia, seus aparentes motivos para “existirem”. Fiquei intrigado com esse meu pensamento. Pois, não vejo razão de se criar histórias absurdas sem motivo, ou sem uma razão inicial. E se fosse esse o caso, porque tais contos persistem no imaginário popular ? Se fossem mentiras deslavadas, histórias ridículas, esdrúxulas e/ou bizarras, porque as pessoas se sentem fascinadas por elas ? Não, creio que não sejam totalmente mentiras. Se para tudo o que existe há uma causa inicial, então essas histórias, um dia, foram verdade.

Calma, não precisam me chamar de louco, ou de tolo. “Um dia foram verdade”, eu disse. O que quero dizer é que as pessoas viram algo parecido com um vampiro, ou viram alguém morder a jugular de outra pessoa, matando-a, e acabou dando nomes específicos para essa pessoa, algo como apelidos ou outros nomes, que por fim acabou tornando “o vampiro”. Ou talvez possa ter sido por outras causas… talvez as lendas tenham mais verdade do que imaginamos ? Não sei. Estas foram apenas suposições. Mas tenho forte convicção de que essa e outras “lendas” não deixam de ser verdades contadas através dos séculos, que acabam se misturando ao imaginário popular, e com o tempo acaba tendo “vida própria”, como a maioria das histórias que são passadas de boca a boca.

Outro aspecto importante desse assunto é como o “sobrenatural” desperta nossos sentidos e nos fascina, e nos instiga à investigação, à busca de algo que explique as histórias, ou mesmo dos fenômenos relatados pelas testemunhas de tais acontecimentos “extraordinários”. Acho que o ser humano, instintivamente, sabe que há algo além de seus sentidos, algo inexplicável e profundo, algo que pode arrepiar seus pêlos das costas, ou algo que te faz sentir-se observado à noite, numa rua deserta e fria. Dentro do homem, dentro de você, tem-se conhecimento instintivo disso, de que há algo além. E isso fascina e amedronta a qualquer um. Eu, pelo menos, acho instigante pensar nessas coisas. Nunca se sabe a que conclusão se chegará…

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