You are currently browsing the category archive for the ‘comportamento’ category.

O "mundo" da Lua. Velha conhecida de sonhadores como eu.

O "mundo" da Lua. Velha conhecida dos sonhadores.

Porque será que é tão difícil me concentrar em algo ? Parece que há tantas coisas interessantes para se fazer e pensar, tantas coisas para descobrir, modificar… com tanto conhecimento no mundo, tudo é tão incrível e fascinante… isso faz com que eu tenha um problema de concentração.

Quando estou executando um trabalho… quando estou estudando… quando estou tentando entregar algo para alguém… é uma dificuldade imensa focar minha mente, corpo e espírito naquilo que estou fazendo. Essa concentração só acontece quando aquilo que devo fazer faz parte das coisas que gosto, que tenho interesse. Ou simplesmente das coisas que instigam minha imaginação, coisas que exercitam meu raciocinio, coisas que me desafiam… coisas que ainda não tem explicação.

Mas coisas cotidianas, corriqueiras, coisas que já fiz e tenho que fazer de novo… coisas que já são banais e que não acrescentam nada à minha “bagagem”, são coisas que geralmente demoro mais tempo para fazer. Mas, gostando ou não, as tarefas continuam lá para serem feitas, e portanto, lá vou eu dar continuidade à elas. Vou porque tenho necessidades a atender… ou seja, contas a pagar.

Mesmo assim, fico relutante. Tento adiá-las o máximo possível, tento fugir da responsabilidade, fazer outras coisas… embora eu saiba que depois ficarei com aquele peso na consciência de que estou atrasando algo importante para outra pessoa.

Acho que as coisas com as quais me comprometi não estão de acordo com a minha vontade. Ou talvez eu seja simplesmente preguiçoso e gazeteador… ou talvez sejam as duas coisas ao mesmo tempo.

Como fazer para que eu sinta um entusiasmo constante em fazer as coisas ? Tem coisas que eu faço que eu mesmo encontro motivos para executa-las. É um tremendo desafio se automotivar para algo que você não aprecia, que não te desafia, que não te chama pra perto, que não te convida para o mistério.

Já existem tantas filosofias, tantas formas de pensamento já criadas, que realmente me indago se é realmente necessário criar mais.
A fase da idealizacao ja nao é mais necessaria. O que realmente se precisa agora é implantar o que já foi pensado.
Há tantas idéias ótimas concebidas por tantas pessoas. Por que nao dar uma chance a elas ?
Eu acho que tudo fica diferente a partir do momento que você coloca uma idéia em prática. Concretizar um plano é o que faz o plano real. Temos muitas idéias ótimas que poderiam transformar as nossas vidas. Porém, sem que sejam tomadas as ações necessárias, as idéias, por mais brilhantes e revolucionárias que sejam, não mudarão o mundo por si próprias.

O que me espanta é ver que a maioria das pessoas sabe muita coisa. Sabem muito, mas aplicam pouco. Um exemplo simples é que todos sabem que comer muito engorda, e comer pouco subnutre. Mas, ainda assim, algo faz com que as pessoas errem. Todos erramos, apesar de sabermos muito sobre tal assunto. Por que continuamos errando, apesar de sabermos o que devemos fazer ?

Eu diria que é por causa das nossas emoções descontroladas. Comemos demais porque tal comida é saborosa, e queremos sentir aquele sabor pelo máximo de tempo possível; queremos ouvir aquela música porque gostamos da sensação que ela provoca em nós; adoramos fazer sexo, pensar em sexo e fantasiar sobre sexo, porque é uma das melhores sensações que podemos sentir vivos. Ora, todas essas coisas são impressões que nosso organismo capta das coisas que fazemos: comendo, ouvindo, transando. São 3 exemplos de milhares de coisas que apreciamos fazer.

O excesso ocorre porque gostamos demais de algo; a escassez ocorre porque não gostamos de algo, ou até mesmo detestamos. Exemplos incluem fazer alguma tarefa, seja doméstica ou empresarial, que não te agrade. Pagar contas, ir ao médico, visitar pessoas com as quais não tem amizade. Mas, principalmente, nós NÃO gostamos de mudanças.

A zona de conforto é algo característico do ser humano. A preguiça física, mental, emocional de gerarmos uma mudança, é bastante comum. Parece que é uma força que nos empurra pra baixo, que nos convida a ficarmos parados, esperando.

“Para que sair daqui ? Aqui está bom. Deixe-me aqui.”
“Não quero preparar comida, quero encomendar pelo telefone. É mais fácil.”
“Por favor, pegue aquela caneta que está em cima da mesa para mim, não quero sair daqui.”

Enfim… a lista continua. Isso também possui outro nome. Chama-se Lei do Mínimo Esforço.

Pois bem, a LME (como a chamarei para economizar espaço) é algo profundamente enraizado em nós. Muitas vezes lutamos batalhas incríveis contra esse impulso para fazermos algo que é realmente muito necessário. Voltando ao raciocínio inicial, o motivo pelo qual há tantas idéias mas tão poucas tentativas de implantá-las é essa tal Lei. Essa “lei” é uma “pedra no sapato” de muitas boas idéias, de grandes mudanças que trariam muitas melhoras à nossa sociedade.

Fora isso, há também a teimosia característica de cada um. Há uma resistência imensa à novas teorias e formas de pensamento. Teimosia que mais parece uma muralha colocada em volta de cada pessoa. Essa “muralha virtual” é fruto do nosso orgulho próprio, e da nossa tentativa de criar um mundo previsível, imutável, confortável para nós mesmos. Pois internamente, dessa forma, nós não teríamos perigo na vida. Com essas características, não é necessário adaptar-se ao mundo constantemente. Não haverão fatores que requererão ações nossas. Poderemos continuar com nossa vidinha de sempre, nossas coisinhas, nossos brinquedos diários. Mas o mundo não é assim. 😀

Continua…

Sempre entrei muito em contato com a filosofia de diversos autores. Sempre li muitos livros, sempre ouvi conselhos de diversas pessoas acerca dos mais variados assuntos. Mas só absorver e utilizar não basta. Não. É preciso fazer algo mais.

Isso me lembra O Gladiador.

Isso me lembra O Gladiador.

Seguir correntes de pensamento não é algo legal. Pelo menos não sem racionalização pessoal. Eu preciso pensar e decidir se o que estou lendo realmente faz sentido, se devo utilizar isso daqui em diante como sendo uma verdade, se isso realmente será bom para mim, enfim, se trará bons resultados.

Exemplos:

  1. “Não fale com a garota, não ligue pra ela. Agindo assim, ela virá atrás de vc, pq ela vai sentir sua falta.”
  2. “Ligue pra ela, mostre que gosta dela ! Esse é o jeito certo de agir, sempre fazendo o bem.”

Qual conselho seguir ? Nenhum dos dois ? Um pouco de um e um pouco do outro ?

Embora o relacionamento humano seja um dos grandes enigmas do universo, há ainda outros muito debatidos por aí:

  • Houve ou não houve Big Bang ?
  • Há vida extraterrestre ?
  • Jesus existiu ?
  • Há realmente um Deus que a tudo controla ?

Agora, pare. PENSE… e decida. “Pese” bem o que vc já leu, já presenciou, já sentiu, já experimentou. Faça isso com tudo o que você se deparar na vida. Não aceite as coisas de pronto, sem antes pensar bem se faz sentido pra você. Racionalize suas emoções. Emocione sua razão. Nem tudo é o que parece. Nada é simples, mas também, nada é complicado. Ninguém possui todas as respostas, mesmo porque não há como reunir todas as perguntas. Nós nem ao menos sabemos o que perguntar às vezes.

O que quero dizer é que não devemos nos deixar levar por ideologias, por filosofias e racionalizações de outros. Nós podemos e devemos ouvi-las, mas antes de as aceitar como verdade para uso próprio, devemos racionalizar em cima desses pensamentos externos. Somente dai estaremos colocando um pouco de nós mesmos nessas idéias, e estaremos sendo realmente NÓS MESMOS.

Outro ponto importante o qual se deve lembrar é que, assim que você se decide por algo, e tem certeza dessa decisão, não a mude por causa de opinião alheia. Não a mude de jeito nenhum ! Dê valor a si mesmo. Tenha a convicção de estar fazendo o melhor. Não seja volúvel, “maria-vai-com-as-outras”, senão você nunca terá força suficiente para tomar suas próprias decisões e ir até o fim com elas. Não importa se pais ou parentes não gostaram, se amigos vão te encher o saco ou qualquer outra merda desse tipo. Não troque de opinião, pois você é o resultado das suas decisões, e você não tem preço. Como já foi comentado em outro post, é um ser vivo único no Universo, raríssimo e insubstituível.

Sobre a questão do relacionamento; o que importa se vai perder a garota ? Que se dane isso. A vida está aí, explodindo de possibilidades, de mudanças, de pessoas ! Veja o que você realmente quer. Você a quer ? Tem vontade de ir atrás dela ? Vá. Você já está perdendo tempo. O mesmo vale para o contrário. Por que está correndo atrás dela, sendo que ela pouco se importa com você ? Você está se sentindo pior que um cachorro sem dono, ela não te dá valor, não tá nem ai ? Então, cara, cai fora. Ce ta pagando de idiota, ta sofrendo, quer ir embora, mas não quer desistir, não quer encarar a realidade de que ela já era. Não é mais sua.

Aí é que está. Encarar a realidade. Pouquíssimas pessoas tem o peito de fazer isso. De saber o momento de parar, de partir pra outra. Veja bem, não é desistir. É ir até o fim mesmo, ter certeza de que não há mais jeito, e somente daí mudar o caminho. É importante ser decidido, mas é igualmente importante ser flexível.

"Seja como o bambu, que entorta mas não quebra"

"Seja como o bambu, que entorta mas não quebra"

Perceba que “fazer o certo, o correto” depende do ponto de vista, e da situação a ser considerada. Tudo é muito subjetivo e muito particular, pois cada pessoa tem uma visão de vida diferente. Portanto, ao tomar uma decisão verdadeiramente sua, não tema se estiver errado ou certo. Simplesmente siga em frente, até o fim, para verificar os resultados. Pois de outra forma você jamais saberia se estava certo ou não, pois a Estatística não é uma ciência exata, é uma ciência probabilística; quase esotérica, eu diria. Mas isso é papo pra outra hora.

É claro que a liberdade que cada pessoa possui em tomar suas decisões implica na responsabilidade em arcar com as consequencias em praticar essas decisões. Ou seja, liberdade significa responsabilidade. “O que ?! Você esta louco ?!” Não. É isso mesmo. O sentido de responsabilidade, nesse caso, é “comprometimento com a decisão escolhida”. Logo, liberdade e responsabilidade são conceitos completamente ligados.

Hmmm… sinto uma forte influência do Rebelde de Osho nessas minhas linhas. É, realmente gostei do Rebelde. Incrível como às vezes os livros caem como uma luva para a situação em que vivemos. Foi o que aconteceu recentemente.

Estou experimentando a minha verdade, o meu caminho. O que eu quero realmente. E acima de tudo, estou me respeitando como nunca me respeitei antes. Eu sou a pessoa certa, e não há ninguém que precise mais da minha atenção, dos meus cuidados, do meu respeito, do meu amor, do que eu próprio. Por muito tempo pensei nas pessoas, me preocupei com elas, me importei e me restringi por causa delas. Não mais. É hora de uma nova Era. Um novo tempo, uma vida diferente, aspirante, consciente. Consciente das minhas ações, das atitudes e pessoas que me fazem bem ou não, pois o meu objetivo é ser feliz, custe o que custar, e nunca desistirei disso. Nunca !

A batalha interna começa. Você nao sabe o que fazer ao certo. Talvez seja incrível fazer o que o coração quer… emocionante, aventuresco, desbravador, ir atrás dos seus anseios, daquilo que o coração mais necessita. Arriscar-se ao máximo… e é provavel que você não consiga, talvez se machuque, talvez nem sobreviva… mas você sente um ímpeto de segui-lo. Você consegue até divisar a felicidade no horizonte… a conquista de algo que deseja mais do que tudo… e tudo faz você acreditar que é isso o que importa, que é o que te fará feliz.

Mas ao mesmo tempo, sua mente te avisa. Com uma capacidade inconcebível de calcular probabilidades, a chance de entrever o sucesso ou o fracasso é nítida. A razão sabe aproximadamente quais as chances de um e de outro. Analisa o problema em partes, depois sintetiza-o em uma única questão, variando as formas de pensamento, procurando a solução. A sua mente sabe qual o caminho mais seguro a tomar para se proteger. Sabe analisar a situação e o comportamento das pessoas até em nível psicológico. Incrivelmente, a razão te aponta em uma direção… e você sabe que é uma boa opção, afinal de contas, o que ela nos oferece é sempre para o nosso bem. Mas será mesmo?

O coração é o aventureiro. O guerreiro destemido. A mente é o sábio. O mago perspicaz. A questão que continua é: qual deles você seguirá ?

Pessoalmente, sou mais do tipo aventureiro, e nunca fui muito do tipo pragmático e racional. Mas admito que às vezes a minha mente se sobrepõe, e bastante. E o medo ?! Ah sim… as vezes nos damos a nós mesmos a desculpa de que “pensando bem, é melhor não”, “melhor ser prudente”, ou seja, justificamos nosso medo através da racionalização. Isso acontece direto, com todo mundo. O que acontece nesses casos é que a pessoa não faz o que o coração queria, e acaba nunca sabendo o que aconteceria caso fizesse. NUNCA é tempo demais. É uma palavra amaldiçoada. Então, o que seria melhor nesses casos ?

Chutar a razão e a mente pra LUA e fazer o que o coração quer. Ser racional o tempo todo atrapalha muitas coisas, principalmente as que podem trazer maior felicidade para você. Embora você se proteja do mal, você também acaba se protegendo do bem que pode receber.

Mas há o ponto negativo de seguir o coração. Você se arrisca, e muito… se expõe, mostrando suas fraquezas, suas intenções e desejos. Mas, ao fazer isso, você também demonstra muita coragem, decisão e firmeza. Não tem medo, ou se tem, sabe muito bem como controlá-lo. Você é uma pessoa de ação, que se arrisca e quer a felicidade a qualquer custo, mesmo que tropece, que caia, que doa. Porque sabe que vale a pena tentar ser feliz. Claro que há momentos em que você não aguenta mais cair e se machucar. Aí a velha e boa mente, o sábio que há dentro de você, falará “não falei? tome mais cuidado”. Por enquanto é bom ouvir essa voz… mas logo você a deixa de lado para ouvir a voz que te faz saborear o que há de melhor na vida, as coisas que te darão maior satisfação e felicidade do que segurança. Pois não estamos vivos para estarmos seguros. Estamos aqui para fazer de tudo, experimentar tudo, e tentar de tudo, pois somente assim tiraremos proveito e aprendizado da nossa estadia aqui. Ouvindo a voz do guerreiro destemido, o chamado do conquistador, o grito de guerra da alma !!

Sexta-feira. Você se sente tranquilo. Final de semana chegando… agora só faltam algumas horas. Parece que você já sente a alegria do final de semana sem nem mesmo ele ter chegado. E essa expectativa te preenche de paz, pois sabe que descansará, que desfrutará esses dois dias da melhor forma que puder. Vai fazer o que quiser, vai se divertir, vai esquecer dos problemas e curtir. É interessante que essa expectativa apenas te dá uma certeza e uma mansidão tamanhas, que a sexta-feira nem parece ser dia útil. Claro, trabalho tem, mas você se torna praticamente inabalável pelas dificuldades que porventura passe. Afinal de contas, pra que se preocupar ? É sexta-feira. Em breve tudo isso será lembrança, e você estará sossegado.

Ah, se sempre tivéssemos a postura que temos na sexta-feira. Imagine como seriam os nossos dias… seríamos um oceano de paz, pois teríamos a certeza da felicidade num futuro próximo. Essa certeza nos acompanharia durante a semana, e viveríamos melhor. As dificuldades não mais nos invadiriam tanto quanto fazem normalmente. Raivas e tensões não durariam, pois você tem aquela certeza. A vida se tornaria mais leve, mais fácil de ser vivida. Acho até que apreciaríamos melhor as coisas, os detalhes que fazem desse momento, o presente, único para cada um de nós.

Talvez essa seja uma boa forma de encarar as coisas. Ao pensarmos que no fim tudo dará certo e estaremos bem, viveremos o presente com mais calma e serenidade, com fé no futuro e certeza do final feliz. Seremos mestres na arte de viver, e tomaremos decisões mais acertadas, pois estas não seriam mais tomadas pelo afã do momento, pela correria que supostamente temos que viver. Supostamente, eu disse. Fazemos da vida aquilo que queremos. Logo, não precisamos fazer nada só porque as outras pessoas dizem ser o certo. Somos donos da nossa mente e coração, e podemos encarar as coisas tanto para o bem como o para o mal. Como você encara o seu dia, a sua vida ? Você é feliz assim ?

Arquivos