Depois de tanto tempo postando em blogs gratuitos, resolvi tomar vergonha na cara e comprar um domínio e contratar uma hospedagem para o meu site. Resolvei também mudar de nome, sabe como é, deixá-lo com um tema apropriado, algo que dê a idéia geral do que se trata o blog e os objetivos dele… então ficou assim:

Labirinto da Mente

Por favor, redirecionem seus Favoritos, seus feeds RSS para lá. A idéia é expandir.

Abraço !

Já faz um tempo que aprecio tomar um bom chimarrão. Tornou-se algo tão habitual que tomo praticamente todos os dias. É uma bebida estimulante e energética, que promove a hidratação e a manutenção de várias vitaminas e sais minerais. Faz muito bem para o organismo e dá aquela animada, semelhante ao café “preto” que tomamos aqui em São Paulo, com a diferença de que é uma erva e não uma semente torrada, a base da bebida.

Pré-requisitos:

  • Cuia previamente curtida e limpa. (farei outro post explicando o processo de “curtição” da cuia)
  • Bomba
  • Recipiente para esquentar a água
  • Garrafa térmica
  • Erva-mate simples (que não seja do tipo Pura Folha). Eu prefiro comprar da marca Barão de Cotegipe, pois tem um sabor mais leve e a erva vem embalada a vácuo, conservando-a mais tenra por mais tempo.
  • Fogão/Forno microondas ou outro meio para aquecer a água.

Preparo:

1. Pegue a cuia e lave-a bem.

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2. Encha o recipiente com a quantidade de água desejada para tomar o chimarrão. Geralmente, a quantidade de água utilizada para tomar cerca de 3-4 chimas é de 300-400 ml. Eu coloquei cerca de 600 ml de água no recipiente. De acordo com o gráfico no recipiente, para ferver a água no microondas são necessários 8 minutos, aproximadamente. Como a temperatura da água para fazer o chimarrão não deve chegar a ser a de fervura, diminuí o tempo do microondas para 6 minutos, como está mostrando abaixo.

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3. Pegue o pacote de erva, encha a cuia com erva até atingir mais ou menos o “gargalo” da cuia, como vocês podem ver pela foto.

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4. Agora você deve utilizar suas mãos. Segure a cuia com a mão esquerda, e ponha a palma de sua mão direita sobre a “boca” da cuia, mas sem tampá-la totalmente, de forma que ainda dê para ver o conteúdo. Vire a cuia no sentido horário, até que ela fique paralela ao chão (posição horizontal). Verifique se o mate ficou pela metade na sua mão. Desvire um pouco a cuia, mas sem deixá-la totalmente na posição vertical, pois senão perderá todo o trabalho que acabou de ter em arrumar o mate.

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5. Já deve ter acabado de esquentar a água. Coloque a água quente na garrafa térmica. Com a cuia ainda na posição anterior, encoste a ponta da garrafa térmica na parte da cuia que não tem a erva, na parte de cima. Preste atenção para que a água não caia diretamente sobre o mate, e sim, vá até o fundo da cuia. Na medida que a cuia vai se enchendo de água, vá aos poucos voltando-a para a posição vertical, desta vez, cheia de água quente.

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6. Aguarde até que o mate absorva a água. Os gaúchos costumam chamar essa fase de “Inchar a Erva”. Depende do tamanho da cuia, mas uma cuia de tamanho pequeno a médio geralmente leva em torno de 1-2 minutos para a erva ficar completamente inchada. Você notará que o nível de água diminuirá com o tempo.

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7. Após esse tempo, a água aparentemente parará de baixar o nível. É nesse momento que se coloca a bomba. Tampe a ponta da bomba com seu dedo polegar, para que ela não se entupa durante a colocação, pois é muito comum entupir. Coloque a bomba dentro da cuia cheia d’água, tomando cuidado para não “desmoronar” o mate, colocando-a bem no canto livre, e ao chegar no fundo da cuia, deslize a bomba para o lado esquerdo, encostando no mate.

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E é isso ! Aproveite o chimarrão que acabou de fazer, compartilhando-o com seus parentes e amigos. Basta continuar completando a cuia com água quente, e passá-la adiante na roda !

Caso você seja gaúcho e tenha críticas ou sugestões, por favor, deixe um comentário para a gente ! Eu não sou do sul e esse negócio de chimarrão só aprendi recentemente.

Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: ‘Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?’

‘Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?’ – perguntou o Samurai. ‘A quem tentou entregá-lo’ – respondeu um dos discípulos. ‘O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos’ – disse o mestre. ‘Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir… ‘ [Conto Zen]

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Gostou? Leia mais sobre o tema da derrota do ego e da vitória da consciência no post O Vazio, o Ego e o Samurai, do blog intensidade. Obrigado pelo magnífico texto, Thahy !

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O "mundo" da Lua. Velha conhecida de sonhadores como eu.

O "mundo" da Lua. Velha conhecida dos sonhadores.

Porque será que é tão difícil me concentrar em algo ? Parece que há tantas coisas interessantes para se fazer e pensar, tantas coisas para descobrir, modificar… com tanto conhecimento no mundo, tudo é tão incrível e fascinante… isso faz com que eu tenha um problema de concentração.

Quando estou executando um trabalho… quando estou estudando… quando estou tentando entregar algo para alguém… é uma dificuldade imensa focar minha mente, corpo e espírito naquilo que estou fazendo. Essa concentração só acontece quando aquilo que devo fazer faz parte das coisas que gosto, que tenho interesse. Ou simplesmente das coisas que instigam minha imaginação, coisas que exercitam meu raciocinio, coisas que me desafiam… coisas que ainda não tem explicação.

Mas coisas cotidianas, corriqueiras, coisas que já fiz e tenho que fazer de novo… coisas que já são banais e que não acrescentam nada à minha “bagagem”, são coisas que geralmente demoro mais tempo para fazer. Mas, gostando ou não, as tarefas continuam lá para serem feitas, e portanto, lá vou eu dar continuidade à elas. Vou porque tenho necessidades a atender… ou seja, contas a pagar.

Mesmo assim, fico relutante. Tento adiá-las o máximo possível, tento fugir da responsabilidade, fazer outras coisas… embora eu saiba que depois ficarei com aquele peso na consciência de que estou atrasando algo importante para outra pessoa.

Acho que as coisas com as quais me comprometi não estão de acordo com a minha vontade. Ou talvez eu seja simplesmente preguiçoso e gazeteador… ou talvez sejam as duas coisas ao mesmo tempo.

Como fazer para que eu sinta um entusiasmo constante em fazer as coisas ? Tem coisas que eu faço que eu mesmo encontro motivos para executa-las. É um tremendo desafio se automotivar para algo que você não aprecia, que não te desafia, que não te chama pra perto, que não te convida para o mistério.

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